24 de março de 2008

Pff!


Após um feriado regado a cinema, show, leitura teórica e muuuuuitas horas de sono... a ressaca, a olheira e a crise de abstinência de boa vida na prodigiosa segunda-feira.
A maldição recomeça...

22 de março de 2008

Eu não sou chique, bem!

Fui num restaurante chique ontem. Era tão chique, tão chique, que até me senti mal com as pessoas me tratando tão bem. Tudo começou na entrada. Gente pra conduzir até a mesa, gente pra conferir minha bebida, gente pra explicar o cardápio, gente pra falar das atrações da noite.
Daí, depois de beber e constatar mais uma vez que meu rim é tão bom que parece que nem tá lá, porque tudo que bebo passa direto, tive que ir ao banheiro. E, surpresa! Uma moça entra no recinto:

_ Tudo bem?
_ Sim.
_ Você precisa de alguma coisa?
_ Não. Por quê?
_ Nada. Só queria saber se você está bem.
_ Você trabalha aqui?
_ Sim. É que, normalmente as pessoas pedem algum remédio pra dor de cabeça ou Engov, pra não ficar bêbada...
_ Ah... Mas eu tô bem!
_ Sim, sim. Claro. Eu só queria saber...
_ Eu só vim aqui fazer um xixi, mesmo.
_ Ah... tá.

Lavo as mãos. Ela pega o papel toalha pra mim.
Eu me aproximo da porta. Ela abre.
Outra porta. Ela alcança antes de mim e abre também.
Eu olho. Ela sorri gentilmente.
Quase que eu falo: _ Olha, eu sou pobre, então, vamo pára de frescura. Eu sei abrir a porta! - mas pensei que soaria muito arrogante, e arrogância é coisa de rico. Agradeci.
Voltei pro restaurante.
Música boa?
Não! Muuuuuuito boa!
Sensacional!
Nós, o casal que não era casal, até ganhamos uma música oferecida especialmente pra gente!
Éramos tão simpáticos que os músicos até fizeram piadas e cumprimentaram. Viramos o centro das atenções de tal maneira, que vieram dar parabéns ao meu rapaz:

_ É seu aniversário?
_ Não.
_ Ah... Aniversário da moça?
_ Não.
_ Ah, tá. Divirtam-se, hein?!

E o melhor: EU ABRACEI O ANDRÉ LEONO!
uhul!
Demais.

21 de março de 2008

Para saber

18 de março de 2008

Arte pela arte

Parece uma propaganda publicitária no metrô:


E, realmente, eu acredito que era pra ser uma propaganda. É no metrô, mas veja o que nossas câmeras captaram:



O publicitário usa o Ano Novo como pretexto para ter uma parede nova, sem umidade e, com isso, convencer o cliente de que o produto é imprescindível. Só que, tem uma coisa: estamos em março. Isso significa que o cliente tem mais 9 meses pela frente pra pensar nas paredes. E outra: a anti-propaganda segue firme. A legenda ainda usa a palavra "festas". Meu, a mina da foto tá com cara de tudo, menos de festa. Tá com cara de sono, de dor de barriga, de saco cheio, de fome, de final de semana em faxina, sei lá, mas não tá com cara de festa. Talvez até esteja lendo uma reportagem sobre a possibilidade de nova recessão, mas festa é algo que, ao que parece, não faz parte dos planos. Logo, como a imagem ilustra a legenda?????
Isso tá parecendo foto requentada.

Gente, faço jornalismo, não publicidade, mas meu, pelo amor, né?!

Eu que não compro esse meleca pra minha parede!
(fotos by Camila Caringe)

17 de março de 2008

Sabe quando isso acontece????


Sabe quando você ouve uma música num dia, daí vai dormir cantando ela, daí acorda com ela na cabeça, daí passa o dia infernizando as pessoas ao redor porque só lembra uma parte da música, daí você começa a atormentar a si próprio e não consegue parar de cantar, nem consegue esquecer, mas também não consegue reproduzir todas as frases na ordem em que deveriam estar...?!


Então! Isso não aconteceu comigo hoje.

16 de março de 2008

e-mail de chefe


Será que existe uma mensagem subliminar que, de leve, insinua que temos que ter cuidado com gafes???
Não! Não deve ser isso!
...

14 de março de 2008

É preciso dizer

Ser politicamente correto significa ser pouco objetivo e, por vezes, não assumir um compromisso com a realidade, mas disfarçá-la, maquiá-la.
Negro é negro. Não é moreninho. Da mesma forma que branco é branco. Gay é gay. Empregada doméstica não é secretária do lar. E qual é o problema de ser empregada? Todo mundo precisa trabalhar e nem todo mundo tem um negócio próprio, logo, alguma vez na vida todo mundo é empregado de alguém. Qual é o problema em dizer isso?
O politicamente correto limita o próprio pensamento e o pensamento do outro, num discurso eufêmico que não tem razão de ser. E pode ainda causar confusões. Óh:


"Maria um dia chega em casa e se assusta. Quem olhasse sua expressão de desespero ficaria aterrorizado. Seu marido, João, havia "pendurado as chuteiras". Era jogador de futebol e, pela primeira vez na vida, tinha lavado e colocado as chuteiras no varal pra secar, sozinho. Maria, ao ver aquilo, de susto tão grande que levou, o coração acelerou, e ela "bateu as botas". Mulher macho que era, bateu uma na outra que nem dançarina de flamenco. Não gostou de saber que ele podia fazer isso sem ela. Ficou brava. Ele, então, disse que já estava na hora de ela "partir dessa pra melhor", deixar de ser a única a fazer tudo dentro de casa e entrar no século XXI, onde homens também podiam participar da vida doméstica. E ela passou. "Passou pro andar de cima", onde ficava a laje, arrancou as chuteiras de lá. E morreu. Não faleceu. Morreu mesmo. De desgosto com esse marido. Daí, ele sim, passou pra uma melhor, com outra esposa que o deixava pendurar as chuteiras o quanto quisesse."

A vida é assim, uai!

12 de março de 2008

Constatações

Hoje esta sorte observa o resultado de algumas pesquisas cuidadosamente elaboradas, pensadas e entendidas como fundamentais para promover a reflexão da sociedade sobre ela mesma.

A primeira pesquisa foi de mercado e esta Sorte perguntava aos dados o nível de aceitação do novo layout. As opções eram muitas, mas a galera decidiu que este blog era mesmo Maravilindo.

Depois, os leitores deste blog tiveram a super chance de provar aqui seus conhecimentos gerais e, sobre o cavalo de Napoleão, disseram não saber a cor, mais o conheciam por nome e sobrenome: Pé-de-Pano.

Na última pesquisa os dados apontaram que esta sorte, além de bem informada, é politizada. Aqui também, assim como nas prévias estadunidenses, o povo mostrou que McCain não tem vez. Os eleitores ovacionaram o mexicano Roberto Bolaños, intergalacticamente conhecido como o Chavinho da vila, Chaves, Chapolin, ou Chespirito, o que reforçou a tendência à revolução latina.

Galera, nossos dados grafam a perspectiva de uma nova era. Abram as cortinas e as janelas. Em seguida, seus olhos. Bem abertos.

11 de março de 2008

Alguma coisa

Não. Dinheiro definitivamente não traz felicidade.
O importante é aprender a valorizar as coisas boas da vida, a alegria cotidiana das coisas simples, dos sentimentos verdadeiros.
A riqueza que cada um traz consigo no coração é o que importa. A virtude, a lucidez, a verdade.
Valores impenetráveis e incalculáveis em valores simbólicos monetários.
Definitivamente. Dinheiro não traz felicidade.
...
Mas resolve muitos problemas.

9 de março de 2008

Problemática da vida

Tudo é um problema para nós, humanos. Até, e principalmente, as coisas mais simples.
Um animal qualquer pode simplesmente dormir quando tem sono, comer quando tem fome, fazer xixi quando tem vontade. Nós não. Temos horários, posições e lugares muito específicos pra tudo.
Eu, por exemplo, já tive que fazer xixi numa cachaçaria de beira de estrada.
Veja: uma viagem que era pra durar 1h30 durou 6h. Tava calor, eu bebi muita água. Homem ainda tem alguma vantagem. Mulher não. Precisa de toda uma situação propícia.
Ontem teve uma passeata no centro da cidade sobre o dia internacional das mulheres e sua luta. Entre os gritos de protesto e a confusão de gente me enfiaram uma tirinha de quadrinho na cara. Sabe como é, esse povo que grita por direitos iguais... A tirinha era a história de uma mulher que aprendeu a fazer xixi de pé, entrou no banheiro masculino e fez no mictório, enquanto um homem do lado olhava estupefato. E ela, a menina do quadrinho, fazia a maior cara de satisfação.
Gente, na boa, mesmo sabendo que as prostitutas tailandesas fazem coisas mais difíceis, ainda prefiro não arriscar e lidar com a problemática de ter nascido gente – e do sexo feminino, ainda por cima.

8 de março de 2008

Dias e dias

Não soa maravilhoso que as mulheres tenham um dia internacional só pra elas????
Então, será que as árvores, as bruxas, os mortos e os mentirosos também se sentem assim, lisonjeados?

7 de março de 2008

O jeito é lidar com isso

O ser humano nunca é. Sempre está sendo. Porque nunca acaba seu próprio contorno, não pode fechar o projeto de si. Está sempre mudando, alterando-se, crescendo, aprendendo, transformando(-se).
E tudo começa com os primeiros traumas da vida. Quando engatinha alegremente e te pegam comendo a ração do cachorro (porque ninguém lembrou de te dar algo mais saudável) e te gritam. Algum adultossauro te arranca do solo, grita e bate na sua mãozinha. Pronto. Ali aconteceu o primeiro trauma.
Calma. Todo mundo tem problemas. Isso é normal.
Naquela fase da vida você começa a querer descobrir o mundo, viver aventuras, tipo se pendurar no tanque e morder sabão em pedra pra ver que gosto tem. Sua mãe então, sente seu distanciamento e fica triste, porque se sente rejeitada, sente que você não precisa mais dela. Só que você precisa e se lembra de chorar bem no ouvido da mamãe quando acontece alguma coisa. Ela, depois do processo de rejeição que você começou quando quis bancar o auto-suficiente de fraudas, também te rejeita, fazendo a linha "você já está bem grandinho!". Essa é a "ferida narcísica", teorizada por Freud.
Esse processo de individuação - ou seja, você se vendo como indivíduo autônomo - pode tomar diversos rumos, bem ou mal sucedidos. Mas uma coisa é certa: você repetirá a luta desesperada por compreensão quando se sentir rejeitado em qualquer situação posterior em sua vida. E isso se chama transferência. O espelhamento da relação materna com o vizinho, o colega, o amante, o padeiro, enfim!
Em linhas gerais, o que eu queria dizer é que seu comportamento neurótico (seja lá quem você é, porque todo mundo é neurótico mesmo) tem explicação. Mas como curar as feridas narcísicas?
Eu não tenho a solução.
Ninguém tem.
Legal né?!
Bom final de semana.

6 de março de 2008

Reflexão profunda nº 123.654.489

(O homem é essencialmente bom ou mau?)

"Longe do equilíbrio se produzem fenômenos coerentes. O não-equilíbrio é a via mais extraordinária que a natureza encontrou para tornar fenômenos complexos possíveis. A vida humana, reações químicas, relações sociológicas, econômicas... só são possíveis porque estão longe do equilíbrio. As inúmeras interações, as bifurcações da evolução, a não-linearidade dão a complexidade necessária à existência desses sistemas instáveis."

Equipe de pesquisa: Alice Stefânia Curi, Cila Mac Dowell, Carla Rocha, Frederyck Sidou, Gisele Alvarenga, Katiana Donna, Maria Luiza Fragoso, Milton Marques, Pedro Augusto.

4 de março de 2008

Fraternidade acima de tudo

Dividir um quarto com alguém pode ser chato. Ou engraçado.
Dividir um quarto com sua irmã mais nova pode ser muito chato. Ou muito engraçado. Ou os dois.
Minha irmã decidiu há alguns dias encher o nosso quarto daquelas coisinhas fluorescentes que brilham no escuro, sabe? Então. Começou timidamente, com estrelas no teto, imitando o Cruzeiro do Sul. Depois apareceram algumas luas e planetas nas paredes, aqui e acolá. Mas a última invenção me assustou. Ela lotou as hélices do nosso ventilador de teto de pequenos quadradinhos fluorescentes. Mas assim, são muitos!
Agora, imagina o efeito quando se liga o ventilador? Claro! Um lindo disco voador iluminado no escuro voando sobre mim!
Eu, que já transformei minha cama numa biblioteca e durmo no chão, caio no sono mentalizando a imagem do ventilador e dizendo para mim mesma “Calma, é só um ventilador, embora pareça um OVNI, e você não será abduzida”. Ainda bem que quando eu acordo a luminescência já passou. Imagina acordar com o som do motor do ventilador, o vento no rosto e aquela luz toda bem em cima de você?! Pronto, morri, já era, já foi, me ferrei, o planeta foi invadido e minha hora é agora. Beleza!
Mas o recado é: tenham paciência. Usem filtro solar e amem seus irmãos. "Eles são, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar" (Pedro Bial) e rir da sua cara enquanto você conjectura sobre o amor verdadeiro e seus limites (se é que tem limites).

2 de março de 2008

Eu tenho, você não te-em!

Wittgenstein já dizia: tudo é discurso. Não é errado dizer que a vida é um jogo – linguístico, basicamente.
Neste contexto é possível encontar os mais diversos perfis. Gente que passa a mensagem, convence, ou não, encanta, ou não, desagrada, ou não através de seu discurso, não somente verbal, mas linguístico mesmo, como um todo.
Aí qualquer um pode localizar o famoso Fodão-merda. Sabe aquele cara que tudo o que você falar ele já fez, já esteve onde você quer ir, já cansou daquilo que você quer ter, já viu quem você quer conhecer, já sabe o que você ia explicar... enfim! Ele precisa ser mais. E, para tanto, precisa que você seja menos.

Logo, a aparente superioridade transparece, para um olhar mais atento, uma enorme fragilidade.
Perceba que a técnica de dominação doentia desse sujeito é muito simples: agressividade. Nunca vai ouvir sua opinião, nunca vai aceitar que você tenha feito alguma coisa que ele não fez. Se você foi pra praia, a areia da praia dele era mais areia. Se você tomou sorvete, o sorvete dele era mais gostoso.
Mas, como todo o jogo, este acaba assim que as cartas são colocadas na mesa:
_ Mas por quê você está sendo rude comigo? Eu nunca fui rude com você. Por quê só a sua praia é boa e a minha não?
Pronto. Lá se vai mais um Fodão-merda pelo ralo... (“linguisticamente falando”)

1 de março de 2008

Sobre quando não há ninguém, embora haja

Estamos sozinhos. Ele e eu. Eu numa ponta da sala comprida. Ele na outra. Ponta. E ponto.

Silêncio de vozes presenciais. Vozes somente dos meios. Outros, que não nossa fala muda. Barulho apenas de quem não está. Para quem compartilha, nada. Vazio e silêncio e pronto. De pronto, qualquer rascunho humano de nós ecoa.

Diferente é só o que de mim sobra quando olho o resto do ser que não é, não sente, não percebe, não esquiva nem enfrenta. Ignóbil.

Aborrecidas elas passam. E como se não bastasse, me sorriem. As horas cruéis escorregando como lágrimas. Tristeza inclusive.

Céu se abriu e explodiu. Coração rebentou feito balão no alto. O que há são sobras das sombras assombrando o presente de medo.

Ficou a pintura borrada dialogando com o nada das paredes. Eco do silêncio na bagunça do espírito.

Valentia de estar só. Acompanhado.

29 de fevereiro de 2008

Um ponto no meio do nada

“Para que serve um ponto de ônibus quando não serve pra nada?”
Faço essa pergunta a mim mesma toda vez que passo em frente a um determinado ponto de ônibus que fica no meio do nada. Quer dizer, não é bem assim: nada, nada. Fica entre outros pontos de ônibus. Numa avenida.
Atrás? Nada. Nenhum comércio. Em cima? Um viaduto. Dos lados? Só outros pontos a vários metros de distância. Na frente? Carros numa velocidade que te esmagariam feito barata.
Ou seja, é só um palitinho colorido ali, com uma plaquinha da prefeitura indicando que se trata de um ponto de ônibus.
Mas o mais importante mesmo é a plaquinha! Senão, como as pessoas iam saber que se trata de um ponto de ônibus????
Percebe?

28 de fevereiro de 2008

Dormindo em pé

Literalmente. Dormindo em pé. Ou na privada, sentado.
Eu já dormi na privada. Trabalhava em uma loja onde não tinha cadeiras. Eram tempos difíceis. Nada comparado à maravilhosa vida que tenho hoje como estagiária de uma agência de notícias. Pff! Nem comparação! Não tinha nenhum banquinho na tal loja. Era eu e minhas pernas com cãimbras. E só. Quando o sono apertava, corria pro banheiro. Tinha duas alternativas: a primeira era fechar a tampa da privada, sentar em cima, apoiar a cabeça no pininho da descarga e dormir. Dez minutos que seja. Eu precisava. Ou então sentava no chão mesmo. Dependendo da forma como as costas doíam naquele dia, eu optava pela privada ou pelo chão. Para acordar, só se a cabeça despencasse sozinha, alguém fizesse barulho na cozinha (pasme! O banheiro ficava adjacente à cozinha!!!) ou então alguém me chamasse. Eu achava aquilo uma folga do tamanho do mundo! Imagina! Alguém te gritar enquanto você tá no banheiro!!! Tem coisa mais absurda??? “Camilaaaaaa! Camiiiiiiila! Caaaaaa!” - Vai! Não precisava!
Fora isso, já dormi sentada esperando para uma entrevista de emprego. E fui aceita, tá?!
Mas isso não é nada! Tem um amigo de um amigo meu (e isso não é lenda urbana!) que dorme de pé no metrô. A técnica é simples, mas altamente sofisticada. Sabe aquelas mochilas de uma alça só que fica na diagonal na frente do corpo? Então! Ele monopolizava um dos canos verticais prateados de apoio do metrô. Abraçava um e travava a mochila ao mesmo tempo nas costas e no cano. Dessa maneira ele podia soltar o peso do corpo que a trava da mochila o prendia no cano. Não é demais??? É genial! Que Zeca Pagodinho que nada! Bom mesmo era esse cara! E ficava super interessante, porque, pensa comigo, ele relaxava (creio que não chegava ao estado de alpha, mas dá pra dar uma cochilada) e ficava numa posição tipo de rapel, sabe??? Meio montado num cavalo inexistente que deixa as pernas separas, como quem fez alguma coisa nas calças, e as costas tortas, a cabeça tombada...
Isso me lembra um episódio do Mister Been, quando ele tava numa igreja e, entre a verborragia do padre, acabou dormindo. Daí ele foi como que se desmilinguindo no banco, até que caiu e, quando se deu conta de que já tava no chão, ajoelhou pra disfarçar, fazendo uma carinha de temente a Deus. Uma graça.
Mas... voltando a falar de mim, já dormi também falando ao telefone. Mas o que tornou a situação ainda mais ridícula foi que a pessoa ligou no meu celular pra me acordar e avisar que ainda estava no outro telefone e que era melhor eu ir dormir de verdade! Pff! Ridículo! (eu, é claro)
Por incrível que pareça eu não sofro de distúrbio do sono. Pelo contrário! Sou muito saudável! E, justamente por isso, sinto falta de dormir saudavelmente.
Bons tempos...
(suspiro)

27 de fevereiro de 2008

Quem corre cansa, quem espera atrasa o jornal

Ananda Apple: _ ...blábláblá as orquídeas. Não é mesmo fulano de tal?
Fulano de tal: _ É Ananda, e nós podemos também...
Ananda Apple: _ Então tá bom, muito obrigada pela sua participação.

Tá! Acho que deu pra reparar que o jornal tava corrido e por isso ela foi mó cavala com o cara que ia explicar como ele amarra as orquídeas nas árvores da 9 de Julho. Interessantíssimo.
Era o "Bom Dia São Paulo". 6h30 da matina e a mulher já tava histérica. Eu, que não estava histérica, ri de dó do entrevistado. Anotei na minha agenda que nunca devo dar uma entrevista pra Ananda. E ainda bem que não sou eu a coordenadora de tempo dela, logo, o problema de horário do jornal não é meu! AEeeeeeee..........!

26 de fevereiro de 2008

Super supimpaaaaaa! - ou não.

_ Bolacha recheada???
_ Super supimpaaaaaa!!!!

_ Queimar o céu da boca com uma batata cozida????
(silêncio)

Ver o sol de manhãzinha deixando o céu vermelho-azul-esbranquiçado???
_ Super supimpaaaaaa!!!!!!

_ Trabalhar de final de semana e ver o sol pela janela do escritório????

(silêncio)

_ Livro, pipoca e sossego????

_ Super supimpaaaaaa!!!!!

_ Revista Veja desta semana, pão mucho e barulho????
(silêncio)

Como momentos de tamanha felicidade e indignação podem conviver juntos, numa mesma vida????
(silêncio)

25 de fevereiro de 2008

Cara, o quê?

Um karaokê é legal. Mas só quando é você quem tá cantando. Ouvir os outros desafinando não tem graça. Legal mesmo é quando você desafina. E também não é legal ouvir alguém cantando bem. Karaokê não é lugar de quem canta bem. Um karaokê serve para revelar grandes desgraças da música pop/rock/pagode/bossa e MPB-I (Música Popular Brasileira - Internacional). Nada de grandes astros. Estes merecem um buraco fundo onde o eco seja abafado. Mas um Karaokê não. O palco de um Karaokê é lugar para grandes estrelas, que não brilham em qualquer lugar, senão... num Karaokê.

*********************
Aos aniversariantes do mês, um conselho valioso:
Usem filtro solar.
(E não deixem de me chamar para o próximo Karaokê!)

24 de fevereiro de 2008

Ao que vale


As cores negras dos olhos
negras das peles
as negras danças e sombras
O canto negro do olho
e da garganta seca
negra

Amores negros e negras perdições
O sangue não menos vermelho
das veias iguais
tudo negro no branco

Lágrimas de riso solto
sorriso borrado na boca apagada
Os dentes brancos no rosto negro
num grito absorto
rouco

O som da guerra
A vida manchada de morte
no tambor possante
da raça forte
amor e sorte
aos irmãos semelhantes.



(CC)

23 de fevereiro de 2008

Sobre cabelos

Ter sorte também é ter um cabelo bonito. Isso é importantíssissississíssimo.
Por isso, hoje esses dados vão divulgar a última pesquisa sobre tendência de moda para cabelos. Acompanhe:

Cuidar dos cabelos é muito fácil. Mas nada de usar produtos químicos! Isso faz mal! Prefira os instrumentos de tortur... quero dizer... de auxílio, especialmente projetados para isso:




A regra de ouro é descobrir o seu tipo de cabelo:


E não se desesperar!


Existem muitos manuais especializados


O próximo passo é checar a cor do seu cabelo


E escolher a nova cor que combina mais com você


Se não gostar, não tem problema. Joga fora e compra outro!


O importante é sempre optar pela simplicidade, para não perder muito tempo


Alguma coisa que passe a idéia de uma pessoa bem comportada...


Os moldes dos cabelos clássicos ainda podem servir tanto para meninas, quanto para meninos:















Deve-se deixá-los bem soltinhos, com movimento... Assim:


E pensar que deve ser fácil de usar no dia a dia


Se der errado, é só começar outra vez. A maior sorte de todas é que eles sempre crescem de novo:


E isso é tudo, pessoal!


Imagens Google Image

22 de fevereiro de 2008

Não exatamente

Algumas coisas não são, exatamente, uma questão de escolha. Ou melhor, pode até ser uma questão de escolha, mas não é uma escolha muito livre. Isso faz com que tenhamos que deixar algumas coisas para trás para tocarmos outras.
Mas tocar outras coisas nem sempre tem o mesmo som.
Por isso tô considerando voltar pro piano. Ou... deixar ele voltar pra mim...

21 de fevereiro de 2008

Verbal só pra você e eu

Ele olha e, de leve, fixa. Ela olha, abaixa a cabeça e sorri.
Ele desvia o olhar e, em poucos segundos, retorna. Ela percebe, mas não o encara.
Ele vira seu corpo e estende as pernas naquela direção. Ela junta os joelhos na direção oposta e mexe no cabelo. Olha-o novamente.
Ele sorri e levanta as sobrancelhas lentamente. Ela também.

Ela se mexe na cadeira. Ele também.
Ele se aproxima. Os olhares não se deixam mais.

_ Escuta... eu... queria... eu... ia... dizer... é... que... tem... um... bicho no seu cabelo.
_ AAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaahhh!
_ Mas eu posso tirar se você quiser...

E não se deixaram nunca mais.

20 de fevereiro de 2008

[ERROR]

Algumas pessoas são como computadores. Não conseguem fazer nada sem que haja uma programação muito específica. E, ainda que haja, há chance de bug. Por exemplo:

_ Ispiriquitiberto, pega a borracha pra mim por favor.
_ Borracha?
_ Sim.
_ Que borracha?
_ A minha.
_ E como ela é?
_ É a única que está aí.
_ E onde está?

_ Em cima da mesa.
_ Que mesa?
_ Essa na sua frente.
_ Em qual canto?
_ Não sei. Olha.
_ Desculpe, não poderei te ajudar. Você pode estar sendo vítima de uma falsificação e não poderá fazer as atualizações...

Enfim!
Um transtorno.
Gente assim é o ó do bórógódó. E olha que bórógódó tem ó.

19 de fevereiro de 2008

Mais do que uma idéia, um ideal

"Dizem que é para lembrarmos de uma idéia, não de um homem.
Porque um homem pode ser capturado, pode ser morto e esquecido. Uma idéia ainda pode mudar o mundo 400 anos depois.
Mas idéias não sangram, não sentem dor e não amam."

(V for Vendetta)


Fidel renunciou.





Não. Não concordo com tudo. Mas...


- 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever

- Em 2006, segundo a Organização Mundial de Saúde, não ocorreu em Cuba nenhum caso de difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rubéola, rubéola CRS, tétano neonatal, ou febre amarela
- Em Cuba 85% das famílias são donas de suas próprias casas - portanto não pagam aluguel - e os 15% restante pagam de aluguel 1 ou 2 dólares mensais

...é fato.

18 de fevereiro de 2008

...nada sobre nada...

Dormir às 2h da manhã e acordar às 5h (atrasada, porque a hora certa de acordar é 4h30) não é mesmo muito fácil. Deve ser por isso que meus olhos se fechavam involuntariamente diante do tédio das notificações de congestionamento pela CET.
Para acordar: água (não tomo café).
Meus olhos até se abriram mais abertos para olhar as cenas da independência de
Kosovo, mas só.
Obs.: A
Campus Party foi legal. Dicas e contatos valiosos.

17 de fevereiro de 2008

O "X" da questão


...Algumas vezes é sim uma questão de sorte...

16 de fevereiro de 2008

Signos pra quê te quero

Uma letra é um símbolo, um signo de um signo maior: a palavra. O signo palavra remete a um referente concreto (uma cadeira) e/ou abstrato (um sentimento).
Se signos só existem onde há inteligência, na tentativa de representar a realidade e produzir sentidos, então a comunicação é uma negociação de valores.
Enquanto conversamos, um conteúdo informativo passa da minha mente para a sua e vice-versa, por meio dos signos, alternando-se assim, saudavelmente, emissor e receptor de mensagens (idealmente).
Você, leitor, está negociando comigo neste exato momento.
Agora só falta convencê-lo a fazer de nossa sorte algo menos viciada...

15 de fevereiro de 2008

O tempo não pára (mas nem sempre passa)


Na extrema esquerda, a Carla. No meio, minha irmã, que completou quinze anos na última quarta-feira, e eu sou a da extrema direita. O bolo é de aniversário pra minha mãe. A "vela" (de papel que, por motivos óbvios, não pôde ser acesa) foi eu mesma que desenhou, cortou e colocou, cuidadosamente, em cima do bolo de côco.



A Carla me dava comida, banho e carinho. Aliás, me dá até hoje (carinho, só!)...
Ela me acordava de manhã e me dava leite na cama, numa canequinha laranja que tenho até hoje. Ela me ensinou a gostar de Jaspion e de pagode, aprendizados que esqueci com o passar dos anos...
Mas minha gratidão não se acabou com os dias. Porque tem coisas que o tempo não apaga, mas pelo contrário, agiganta e reafirma. Como o meu carinho...
Hoje ela apareceu pra mim. E então percebemos que o poder devastador do tempo não pode alcançar tudo. Sempre há o que guardamos a salvo das ruínas de nós...

14 de fevereiro de 2008

O que a gente descobre


Quando você tem dois anos de idade, todos acham uma gracinha quando você faz biquinho, quando sai arrastando a mochilinha e batendo o pezinho, quando cruza os braços e chora aquele chorinho sentido. Quando você cresce percebe rapidamente que isso não funciona mais.

"O cineasta americano
Steven Spielberg decidiu encerrar sua colaboração artística nos Jogos Olímpicos de Pequim devido à atitude da China em relação à crise na província sudanesa de Darfur."

Pois é. Cada um joga com as armas que tem.

13 de fevereiro de 2008

EXTRA, extra, ExTrA!

Aniversário da Thais Caringe hoje!
...Uma salva de palmas, por favor...
(AEeeeeeeeeeee)


(Te amo Tháta! Minha irmã, minha chatice, minha amiga, meu docinho, bagunça do meu quarto, salvadora da minha pátria!)

(Esta foi uma homenagem da empresa Dados Viciados especialmente pra você)

Porque mudar é bom!

Você, caro leitor desta sorte, pode palpitar sobre as mudanças aqui no meu canto. Para tanto existe uma enquete ao lado direito da tela, logo depois dos encantadores dadinhos ali. Vai lá!
Tá. Agora vamos mudar de assunto...


Subtítulo - Um fato interessante

Ele se debruçava sobre mim, tentando ler as linhas que eu sustentava de maneira torta e desajeitada. Estava cheio de gente e muito calor, como todo metrô. Eu o percebia na minha visão periférica, com os olhos compridos por cima do meu ombro esquerdo. E não me incomodava, pelo contrário! Eu gostava! Estava compartilhando algo de que gosto muito com um desconhecido. Não encontro entre os meus alguém que se esforce tanto para saber...

Era semiótica e 5h30 da manhã.
Lamentei deixá-lo curioso quando as portas se abriram.
Mentira. Achei um máximo!

11 de fevereiro de 2008

Não quero nem saber!

Tem gente que não gosta de comunicação. Tem gente que não gosta de redação. Tem gente que não gosta de blog. Tem gente que não gosta de gente. O Laerte mandou uma mensagem muito boa, em sua especialidade icônica:


(imagem emprestada dos "Ensaios Diários")

10 de fevereiro de 2008

Redundância e ruído

Ruído na comunicação: não necessariamente um som, mas um algo que atrapalha a atividade comunicativa em processo.
Exemplo:
(contexto) (putz putz) Uma garota qualquer (pu pu putz putz) e um rapaz qualquer (putz putz) numa balada qualquer (pu putz) de um lugar qualquer (pu pu putz putz putz). Ele diz "E aí mina? Vem sempre aqui?" (putz putz) E ela responde algo como "Ainda não, mas minha mãe vai comprar!"... Putz............

Redundância na comunicação: repetição desnecessária. Mas aí é que está! Algumas vezes a redundância pode funcionar em favor do emissor. Esse artifício serve para enfatizar a mensagem, neutralizando os ruídos.
Exemplo:
(contexto) (putz putz) Uma garota qualquer (pu pu putz putz) e um rapaz qualquer (putz putz) numa balada qualquer (pu putz) de um lugar qualquer (pu pu putz putz putz). Ele diz "E aí mina? Você vem sempre aqui? Eu venho sempre aqui. E você? Você costuma vir aqui? Eu gosto daqui, sabe? E você? Gosta daqui? Você deve gostar, por isso está aqui, certo?" E a mina responde "É... na verdade eu nem gosto tanto... É que meu namorado gosta... Então venho mais pra ficar com ele, mesmo..."

Bem, a comunicação foi eficaz!
Nem sempre o resultado atinge o objetivo do emissor, embora o receptor da mensagem compartilhe dos mesmos códigos e, com isso, a decodificação ocorra satisfatoriamente. Às vezes é porque você esqueceu de escovar os dentes antes de mandar a mensagem, sacou?!

7 de fevereiro de 2008

Pulando Com.texto

O contexto pode mudar totalmente o sentido de um signo usado numa mensagem.
Tudo aquilo que representa algo para alguém em algum lugar pode ser redirecionado.
Assim:

Presidente da República declara: "Quero que

o povo se dane. Vou é meter a mão!"

Então uma cidadã, cheia de coragem e revolta, une suas forças num efusivo discurso moralista. Enquanto fala, adentra o cenário em que o presidente se encontra.

Uma praia paradisíaca, em algum lugar próximo à Fenda do Biquini...


...Sentado numa mesa do Siri Cascudo prestes a abocanhar um polvo gigante, acompanhado de salada e fritas...


Você ouviu POVO, mas era POLVO. O presidente ia meter a mão no prato!

Viu?
É assim que o contexto funciona. Parece besteira, mas faz uma enorme diferença.
Todo o discurso é situado no tempo e no espaço. O ser humano é histórico, tem consciência do passado, presente e futuro e seu estado (e discurso) é reflexo de seu tempo, sua cultura, seu meio social e econômico.

Mas, é claro, existem afirmações atemporais. Por exemplo: Natália, apesar de você não ter blog, você também é linda, tá?!

Viu? A pobre está totalmente fora do tempo e do espaço dela, mas é gente mesmo assim, né?!

Primeiro dia:

Reconhecimento rápido da galera.
Um rapaz de Pindamonhangaba tenta me convencer de que a cidade é ótima, embora não tenha cinema, teatro, McDonald's, net ou mercado de trabalho para jovens jornalistas. Eu rio.

Reunião. Projeto. Explicações e um maldito ar condicionado que me deixava com a cara vermelha e os olhos inchados, típicos de quem está com sono. Renite.
Depois, texto.

A bagunça de uma agência de notícias é inconfundível. Falam de si mesmos como "A Lan House". TV, rádio, telefone, internet, gritos e grunhidos são os principais meios de comunicação entre os membros da equipe.
O ritmo deixaria qualquer um louco, mas não os estagiários. Assim como Roberto Jefferson, têm nervos de aço.

Último dia:

Uma caneca na cozinha, um livro na gaveta, uma blusa no armário. Nada de retratos de família ou de cachorro. Nem tinha uma daquelas caixas de papelão onde as pessoas colocam as tranqueiras dentro quando mudam de emprego nos filmes.
Alguns abraços. Longos...
Suspiros.
E acabou.

6 de fevereiro de 2008

...Aos que abrilhantam esta sorte...

Dando um giro pelos blogs linkados aqui no meu canto, percebi o quão produtivo é esse povo.
Sugiro hoje que, para quem ainda não olhou os links, olhem. Olhem-se. Vocês são lindos.
Faço propaganda aqui cheia de orgulho.

Às deliciosas paisagens poéticas da Bianca, aos super bem articulados textos da Tammíris, às observações cotidianas super bem humoradas do Magno, às preciosas informações do Maurício, às artes do Lucas Arguello, ao diário do pessoal da Vira, aos denguinhos da Vera (Maria), às poções do Alquimista (Luis Mauro) e sua esposa (Anna C.), ao Bob Rabbit e seus escritos irremediavelmente chacoalhadores de almas, minha salva de palmas.

Olhem-se uns aos outros.
Verão belos retratos de si mesmo.

3 de fevereiro de 2008

Eis a questão

Novamente aquilo que sempre digo: tudo na vida são escolhas.
Olhar, fechar os olhos, fazer, deixar quieto, falar, calar, dizer a verdade, mentir, ficar ou ir.
Eu fiquei.
Olhei, fiz, contei histórias verdadeiras mas, acima de tudo, eu fiquei.
E foi ótimo.

2 de fevereiro de 2008

Um desenho


Este desenho maravilhoso, que eu mesma fiz especialmente para os leitores desta sorte lançada em dados, é para todos verem como o céu estava ousado hoje. Estava assim! Dessa cor! Olhando pra mim e dizendo:
"Isso porque você ainda não me viu na praia...!"

Feriado?
Eu trabalho segunda-feira!

31 de janeiro de 2008

...Porque a vida também é feita de bobagens...

Sem procurar, acabei encontrando esta pérola do universo simbólico adolescente.
Reparem como é engraçadinho. Trata-se de uma cena onde se passa um evento comunicativo de gênero humano-humano, espontâneo, sonoro e visual (para os personagens), interpessoal, direto, bidirecional, particular.




Ah...
Não é um amor?

Em breve, mais achados do "super duper lovely web universe"...

30 de janeiro de 2008

Entrevista de emprego

Cheguei esbaforida, em cima da hora. Cumprimentei a recepcionista com um beijinho no rosto, como se faz com os conhecidos. Não, não nos conhecíamos. Foi reflexo. E foi ridículo.
Dois concorrentes já estavam devidamente ajeitados no sofá, coluna ereta, tensa. Acho que era pra não amassar a roupinha. Eu, tênis. Beleza. Nem me senti mal.
Primeiro? Lá se foi um engomadex.
Segundo? Eu.
Terceiro? Lá se foi o terceiro.
Depois, texto teste.
Horas depois a boa notícia: Você foi selecionada. (apesar de ter dado um beijinho na recepcionista)
Meus olhos se enxeram de lágrimas, eu saí correndo, abracei minha mãe, que também chorava... E então começou a chover e nós saímos dançando...
Mentira pessoal! Acorda, né?!
Estágio. Trabalho semi-escravo. Cobrir o trânsito na capital. Pelo amor, sem drama.

Mas sim, tô feliz.
E mais: meu nominho saiu como colaboradora na versão eletrônica da Revista Viração numa publicação sobre a Ação Global. Uma foto tirada por mim também tá lá:
http://www.revistaviracao.com.br/artigo.php?id=1381

Não precisa nem ler a matéria na íntegra. Meu nome aparece logo na linha-fina! (hehe)
Pronto. Meu adorável público já pode me dar os parabéns!

29 de janeiro de 2008

Bem isso mesmo...


Li uma vez numa alquimia que beleza e tristeza andam juntas...

Observando fatos da vida sem ter de olhar para ver, pareceu-me clara essa tendência que a beleza tem de ser triste.
É triste. Tristinha... Ou muito triste, depende da beleza.

As pessoas que partiram ou que ficaram só pela metade (!) tiveram e têm uma bela trajetória, que não poderia mesmo ser diferente.
A paisagem noturna da cidade.
As músicas que fazem vibrar a alma.
As poesias.
Os brilhos feitos de retinas desejosas de vida.

Bonito. Mas ligeiramente triste...

Uma Paródia


Era velho. E solitário. E amargurado.
Isso. Era também solitário e amargurado...
...Andava devagar, comia devagar, pensava devagar. Vivia assim: b-e-m d-e-v-a-g-a-r...
Mas ninguém via. Todos achavam muito natural.
Claro. Todos achavam natural porque todos ao redor também viviam assim: devagarzinho...

Mas “ele” era demais. Algumas pessoas até nem se importavam e chegavam ao cúmulo de diminuir o próprio ritmo por causa dele. Um ritmo que, diga-se de passagem, já era lento.

Até o dia em que conheceu uma mulher. E se apaixonou por ela. Foi quando percebeu que era lento demais para ela, então se entristeceu...e aí, acabou ficando um pouco mais devagar do que de costume...já que não conseguiu imaginar coisa melhor a se fazer.
E assim seguiu sua vida. Até que um dia morreu. Mas, como era muito vagaroso, não percebeu, senão 3 anos após a sua morte que havia, efetivamente, morrido. E, quando percebeu que já havia morrido sem perceber, acabou percebendo que todas as outras pessoas, tão lentas quanto ele, também haviam morrido, mas ainda não haviam percebido.
Então “ele” ficou mais triste do que quando a garota por quem fora apaixonado o rejeitara. Ficou triste porque, num espaço de tempo curto (que, diria mais tarde, lhe parecera eterno), ele entendeu que não estava no ritmo certo, que deveria ter aceitado as mudanças e não agido como uma criança ou como um burro que empaca bem no meio da Avenida, na metade do caminho entre o que se tem e o que se quer.

Mas ele parou. E agora sabia. E isso doeu.

Doeu porque ele viu que havia morrido ainda vivo e, agora que estava morto, só queria viver. Então ele olhou ao redor e, vendo tantas pessoas mortas-vivas, tantos zumbis que acreditavam estar vivendo quando estavam perdendo o melhor da existência, o cume da clareza, a sedução da consciência e do prazer de estar vivo, ele notou que aquelas pessoas continuavam fazendo tudo igual... E ficou espantado de ver que elas não choravam, não sentiam dor, nem eram surpreendidas por aquelas perigosas situações que o destino, vez por outra, adora nos arranjar...
..."Ele” então tomou a corajosa decisão de ignorar o fato de saber estar morto. E continuou fazendo tudo igual, afinal de contas, ele não queria ser responsável pela dor que todos sentiriam quando percebessem que também eles estavam mortos.

E assim foi feito. Devagarzinho...
...Pra ninguém notar.

26 de janeiro de 2008

Ação Global


O dia de Ação Global foi marcado por uma série de manifestações envolvendo cerca de 80 países em todo o mundo.
Em São Paulo o ato aconteceu em frente à sede da prefeitura.


Movimentos de Comunicação e Cultura, trabalhadores rurais, organizações latino-americanas que lutam pelos direitos humanos, movimentos sindicais, estudantis, da juventude, idosos, pessoas com deficiência, movimentos feministas, contra o preconceito racial/sexual, luta por moradia/saúde marcaram presença. Dividiram-se em clãs, cada um com sua cor característica para a encenação da peça "O Rei Lear", de Shakespeare.



Contra o imperialismo e as políticas neo-liberais, vários hinos foram entoados pelos mais diversos timbres:

"Não vem pra cá
Com essa de respeito
Ligo a TV
Pra ver só bunda e peito!"

"Não adianta
Tentar me convencer
Educação é produto
E eu vou vender!"

O tema deste ano foi "Um outro mundo possível".
Eu tava lá.
E você? O que fez/faz por um outro mundo possível?



Photos by Camila Caringe

25 de janeiro de 2008

Curriculo


Aos interessados em me levar na mala para algum lugar exótico, segue modelo do curriculo:

> Nome
(sexo, idade, condição social, estado civil e nacionalidade são informações irrelevantes; não coloque!)

> Foto
(do lugar para onde pretende me levar!)

> Ficha criminal
(só pra eu calcular as probabilidades de se tratar de um sequestro)

> Extrato bancário
(precisa ter o suficiente para eu não passar fome)

> Um texto de no mínimo/máximo 15 laudas sobre a vida e obra de Charles Sanders Peirce

> Histórico da pré-escola

> Xerox da carteira de vacinação
(com todas as atualizações possíveis)

> Carta de recomendação

Basta enviar as informações para a nossa redação ou no endereço de e-mail privativo da editora chefe (carincci@) e pronto! Você estará automaticamente incluído na inacreditavelmente gigantesca lista de concorrentes por uma incrível chance de me levar para viajar!

Boa sorte!

23 de janeiro de 2008

Era uma vez um lugar...

Chamava Budapeste. Ainda chama. Fica na Hungria. Observe:



Ficou mais famosinho depois do romance.



Poderia ser eu, não poderia????

Piscina exterior nos banhos públicos de Szechenyi, um dos mais espectaculares de Budapeste, a par com as termas do Hotel Gellért


Mas não era. Apesar da incrível semelhança nos traços, como você pode reparar, não era eu. Se fôssemos irmãs não seríamos tão parecidas, é claro. Mas, acredite, não era eu.

O azul do céu hoje me fez lembrar dos lugares que AINDA não conheci. Estou aceitando curriculos de quem queira me levar na mala por aí. Favor encaminhar suas referências à redação deste veículo informativo de alta seriedade.

22 de janeiro de 2008

Dificuldades



Sempre tive dificuldades para acordar cedo.
Na infância, era carregada para a escola nos braços de alguém que tinha dó de me fazer andar sonambulamente, uma vez que já tinha me feito tomar leite, colocar os sapatos, trocar de roupa e pegar mochila e lancheira sonambulamente.

Na adolescência tudo mudou. Para cada retorno para casa por causa do atraso, uma bronca condizente com o tamanho do portão da escola. Então, por muitas vezes, fui obrigada a tomar atitudes drásticas: entrar furtivamente no pátio pela capela (sim, tinha uma capela na escola) bem no meio da missa para, só então, ter acesso à sala. Aproveitava que todos estavam distraídos com o padre e mal reparavam numa mochila verde se esgueirando pela lateral do altar.

Os professores de física, química, matemática e biologia, de forma geral, nunca conseguiram me empolgar. Talvez isso justifique a dificuldade que sinto agora para pensar cientificamente.


"Roteiro de entrevista aberto é científico porque a subjetividade pode ser analisada de maneira científica."

Tá.

Planejamento de maneira bem objetiva:
> reformulação de projeto
> prazo: uma semana

Vamo lá, começou... agora, um dois três, vai, começou, já! Agora, foi! Já! Agora!
E... Foi!

21 de janeiro de 2008

Óh que bonito!


Pulmão de fumante

(Um protesto pacífico aos que prejudicam minha saúde pacifica, silenciosa e inevitavelmente.)

Polifonia - o caminho do aprendizado


"A noção de polifonia se constitui num conceito instigante e original encontrado na obra de Bakhtin.Segundo sua concepção, a verdade não se encontra no interior de uma única pessoa, mas está no processo de interação dialógica de pessoas que se procuram coletivamente."

Taí um bom motivo para aprender a dialogar. Nem que seja por interesse próprio. Derrubar barreiras invisíveis, mas sensíveis, densas...
Lembrando que dialogar não é desandar a falar, mas ouvir, falar, intercalar o que precisa ser comunicado. Um exercício de tolerância.

Pratique você também!

19 de janeiro de 2008

Moral da história segundo a menininha - Cap. CV

(Imagem gentilmente cedida do arquivo pessoal de Marcella Andriani)


Silêncio. E a menina retorna:


_ Papai...! Quanto fogo! Olha papai! Por quê esses homens de roupinha vermelha estão entrando no meio do fogo? Não era melhor soprar?
_ Soprar? Ah hahahahahaha...! Claro que não!
_ Mas quando eu queimei meu dedinho, doeu! E a mamãe assoprou...
_ Ah hahahahaha....!
_ Eh, he... Do que você está rindo, papai?
_ Eles precisam entrar para pegar as pessoas que estão lá dentro, senão morrerão queimadas! São bombeiros! Policiais especializados em salvar pessoas...
_ Ah, é! E depois elas vão dar dinheiro para eles tomarem uma cervejinha...
_ Como assim?
_ O senhor que falou outro dia!
_ Não falei nada disso!
_ Falou sim! Quando a mamãe disse que o senhor não podia parar o carro na frente daquela plaquinha, você disse que se aparecesse um policial era só dar dinheiro para ele tomar uma cervejinha que ele te ajudava. E, no protesto, os policiais machucaram um homem, e agora esses policiais de roupa vermelha estão ajudando as pessoas... Então a diferença é que o homem machucado não podia pagar a cervejinha e essas pessoas podem... E...
_ Não! Não é nada disso!
_ Mas você disse! Você sempre disse que o dinheio resolve tudo... E... (a menina começa a chorar copiosamente)
_ Por que você está chorando?
_ É que se eu ficar doente ou quiser brincar com você, eu vou ter que pagar a sua cervejinha e eu não tenho dinheiro...
_ Não, meu amor! Eu sou seu pai e sempre farei tudo pelo seu bem! Mas então não chore. Não gosto desse biquinho...
_ (Snif!) Tá bom... pelo menos o biquinho é mais barato que a cervejinha...

17 de janeiro de 2008

Lugar oportuno

"Por falta de interesse, fica cancelado o

Amanhã."
(Frase encontrada no banheiro de uma universidade americana.)


...Mas o dia vai nascer e as consequências do hoje estarão nuas no novo dia que o Sol trará...

Boa sorte com seu amanhã.

16 de janeiro de 2008

Silogismos...

"Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu.
Então, vamos beber para ir pro Céu!"

Primeira premissa correta.
Segunda premissa correta.
Terceira premissa correta (se considerarmos previamente o conceito de pecado).
Quarta premissa incorreta (além de considerarmos previamente a existência do Céu (que não é lógico porque não é palpável) não há nenhuma fundamentação teórica que garanta nem existência do Céu, muito menos que o caminho para ele seja a vida supostamente sem pecado).
Logo, conclusão errada.

Mas se admitirmos a possibilidade de não haver Céu prometido e considerarmos a fragilidade do que seja pecado - ação incorreta - uma vez que tudo é relativo e desde os sofistas entendemos que não existem verdades absolutas, mas fenômenos relativos ao sistema de referência (Einstein), então beber, embora não leve ninguém para o Céu, também não deve levar ao inferno... A menos que se considere previamente a existência do inferno como verdade religiosa aceitável e o pecado como caminho até ele... sendo assim...

Ah! Pode beber, vai...

15 de janeiro de 2008

Serviço VIP (Very Insignificant People)

_ Por favor, o *** está conectado e o modem está com sinal aparentemente normal. Mas não consigo me conectar, preciso de suporte.
_ Já foi feita uma solicitação de reparo e o técnico irá até o local.
_ Eu liguei a tarde e não tinha funcionário disponível nem previsão de disponibilidade. Então me falaram que a única opção era solicitar uma visita. Agora são 2h20 da manhã, acredito que não tenha fila para atendimento, correto?
_ Você deve aguardar a visita do técnico.
_ Mas é que o problema me parece simples, talvez uma questão de configuração de alguma coisa. Se eu puder falar com um técnico por telefone talvez não haja necessidade da visita.
_ Mas já foi solicitado.
_ Então des-solicita.
_ Estarei fazendo isso senhora. Queira aguardar.

(Não, eu não quero aguardar!!!!!!)
(tarãrãrãrã tátá tãtã)

_ Pronto. Já cancelei a visita.
_ Agora posso falar com o técnico?
_ Não. É necessário aguardar 24 horas para que o cancelamento da solicitação seja efetuado com sucesso e só então você poderá estar falando com o suporte por telefone.
_ E em quanto tempo o técnico viria até aqui?
_ 24 horas também.
_ Me diga uma coisa: se eu não tivesse solicitado a visita, conseguiria falar com o técnico agora?
_ Sim.
_ Então amanhã eu me esforçarei para ficar acordada até duas e meia da manhã de novo. Até lá! Obrigada, hein?!

A última frase quase não saia entre os risos. Minha irmã disse que fui cruel, mas cruel foi a criatura que me atendeu. Concluimos que a funcionária estava com sono. Se fosse caso de vida ou morte... cof cof... (morri)

14 de janeiro de 2008

Alien x Predador x Baba intergaláctica


O filme "Alien versus Predador" me lembrou dos tempos de criança, quando o escuro era motivo para ter medo. O negócio deu medo. Medo, inclusive, de ter medo. Aquela musiquinha de suspense anuncia o pior imprevisível. Medo.

O comportamento do Predador me lembrou um pouco o "so dear Mr. Bush". Sabe aquele jeitinho todo especial de agir, do tipo "atira primeiro e pergunta depois"? Então! Igual.
O Alien, tadinho... Em alguns momentos me deu pena... babava tanto aquela saliva grossa que mais parecia um nenê sem controle da própria baba. Um nojo, coitado...
Na verdade até pensei em sugerir aos bambans de Holywood que na próxima aventura o Alien lutasse com sua própria saliva. Ele podia escorregar nela, depois jogá-la na parede e pisar em cima... daí eles iam pra outro planeta lutando... E aí o Predador podia até ajudar o Alien a se livrar da baba com uma fraudinha... e eles seriam mais felizes como amigos!

Bem, assustou também o Alien na barriga da mulher grávida. Sabe, eu sou mulher, vou querer ter filho, poxa! Ter pesadelos com um alien na sua barriga não é fácil, sabe?! Não é assim que funciona...

Descobri então que ficção científica serve, basicamente, pra duas coisas:
1) compartilhar e empolgar os processos cognitivos relativos à imaginação futurística;
2) dar medo.

No meu caso só serviu para dar medo mesmo.

10 de janeiro de 2008

Algumas regras

Mexem, do verbo "mexer" = com X
Mechem, do verbo "mechinha" (de cabelo mesmo) = com CH
Poti, do verbo "potinho" = com T e I no final
Pode, do verbo "poder" = termina com D e E, com possibilidades de variações, por exemplo: "Teve pudim no ano novo." Neste caso, "pudim" é a forma em latim do verbo.

Gerundismo: é correto usar, mas não precisa forçar a barra.
Por exemplo: "Eu vou levar as pizzas." > sentença Ok.
"Eu vou estar indo e vou estar levando as pizzas." > desnecessário. Com a história do nosso novo imposto (uma salva de palmas ao recém chegado, por favor!) é desnecessário insinuar que tudo acaba em pizza. Forçou.

Por falar em imposto...
O IOF, que veio para ocupar o cargo da CPMF (demitida no início deste ano) teve seu nome meticulosamente elaborado. O Imposto sobre Operações Financeiras - IOF - quase foi um POF - Pancada Orientada para Ferrar, ou um TOF - Trabalhadores Obrigados a se Ferrar, ou um BOF - Bife Obviamente caindo Fora, ou ainda um COF - de tosse mesmo.

Como diria minha querida Hilda Hilst, se ainda estivesse viva... "É fofada..." A coisa tá feia (do verbo "feio" > tudo aquilo que causa náuseas).

9 de janeiro de 2008

Mamis e papis

Ter filhotes não é fácil. Haja visto que tantos filhotes são comidos recém nascidos pelos próprios progenitores. Isso acontece com frequência no reino animal. De repente a gatinha estressa e mata seus pequeninos. Também, depois de aguentar durante meses aquele peso na barriga, ainda tem que ouvir o miado insistente e estridente durante horas... dias... Até Buda se estressaria. Aliás, creio que foi por isso que Buda chegou a ser Buda. Porque não teve cria.

Até aí, cada um com seus pimpolhos/problemas.

O que me irrita são os pais que não sabem ser pais (nem pretendem aprender!):

_ Aí a Juju disse: Manhê, fica comigo até eu dormir porque acho que vou morrer. Daí eu fiquei. É criança, sabe como é.
_ Mas ela tem que dormir na cama dela!
_ E olha que eu gastei R$ 5.000,00 no quartinho novo. É tudo rosa. Mas ela gosta de dormir comigo e com o pai. Sempre foi assim. E ainda é uma criancinha...
_ 10 anos?
_ Só 10 anos...

(pausa para reflexão)

_ Não vá consolar o menino. Depois que briga tem que deixar ele pensar no que aconteceu.
_ Ah, meu bebê!

E o "nenê" responde pra mami: _ Sai pra lá, sua burra!
_ Ah, meu nenê...
_ 8 anos?
_ Meu bebê...

(nova pausa)

_ Sua gorda! Baleia! Feia!
_ Olha, menina, eu não ia dizer nada, mas já que você abriu espaço para discussão, acho que você devia se olhar no espelho e ver direitinho quem é a baleia.
_ Mas pelo menos eu sou bonita! Sua magrela.
_ Isso é verdade. Você é bonita. Mas é baleia! E eu prefiro ser magrela.
_ Manhêê...!!!!
_ Ai, é uma criança... Você pegou pesado, meu... Não é assim também...

(suspiro)

Papis e mamis ausentes tendem a compensar a falta com excessos.

Psicólogos do mundo, uni-vos!