15 de maio de 2008

Com vocês... o maestro

Os primeiros robôs da série começaram a ser desenvolvidos em 1986. Eu estava nascendo.
Cresci. E o futuro chegou.


Asimo, da Honda, cumprimenta seus colegas. Ele foi o maestro da Orquestra Sinfônica de Detroit, na última terça-feira.

Quando eu era pequena achava que o ano 2000 nunca ia chegar e, quando chegasse, eu ia ser gente grande.
Quando chegou o ano 2000 eu tinha só 13 anos. Não era gente grande e me pareceu que demorou menos do que eu imaginava.
Quando cresci, pensei que no ano 2100 as pessoas iam usar robôs para ajudar crianças a atravessar a rua. Isso aconteceu em 2008, mas nem envelheci ainda...

Sinto que serei sempre forasteira nesse campo de mutação frenética.

13 de maio de 2008

Aline

Adão Iturrusgarai

12 de maio de 2008

Fez que foi

O passado pode ser presente. De presente agora, neste momento, ou presente dádiva, que alguém te dá. Pode até ser você mesmo quem se deu. Ou não. Mas, de repente, é presente.
Tem passado que nunca passa. Fica passando... Andando na plataforma sem entrar no trem.
E o trem passa. E o passado fica.
E tem passado que a gente joga no trem, dá tchauzinho, chora e balança o lencinho, jura que ele nunca mais vai voltar.
Chega em casa e olha as paredes vazias, liga pros amigos, bebe pra esquecer...
E, depois de um tempo, abre o armário e ele cai. Do nada. Na sua frente. E diz com carinha triste: "Me escondi aqui no bolso do seu casaco pra não ter que ir..."
...E chegou o inverno.

10 de maio de 2008

to call a strike

Pelas perdas.
Pelas dores.
Pelas perdas.
Pelos medos.
Pelas perdas.

Minha forma de protesto pacífico pela parte de mim que foi viver e não volta.
Pela outra parte que ficou com medo e não ousou.
E pela perda.
Greve.

9 de maio de 2008

Sexta

Quando completei seis anos tudo mudou. Alcancei o interruptor. Ligava e desligava todas as luzes da casa. Alcancei o filtro de água. Não precisava mais quase desfalecer desidratada até que alguém pegasse pra mim. Me vestia sozinha. Tomava banho sozinha.
Estava finalmente no pré! E fui alfabetizada.

Na sexta série fiz uma grande amizade. E desfiz outra. A amizade desfeita morreu. A que foi feita se agiganta a cada dia.

Nasci em 1986. Meu primeiro nome tem seis letras.
De acordo com a numerologia a vibração do 6 está ligada e favorece a vaidade, o equilíbrio, a harmonia, a beleza.

Hoje é sexta-feira.
E isso significa...

Significa...

Que tá começando o final de semana.

8 de maio de 2008

Seguinte

Acordar cedo é difícil. Cruel.
Acordar cedo quando está frio é muito cruel.
E a pior parte não é ter que tirar o pijaminha e trocar por uma roupa social. Não é ter que lavar o rosto na água gelada. Não é ter que deixar o quarto confortavelmente escuro e abrir a janela pro sol que faz doer os olhos...
A pior parte...
De tudo...
Sem dúvida...
É trocar as pantufas por sapatos.
Mesmo que sejam tênis.
Pantufa é pantufa.
E ter que tirar minhas pantufas é como ouvir a vida dizer “é chegada a hora, criança”. E não tem mais jeito. Nem mais 5 minutos. Mesmo porque, quando tiro as pantufas eu normalmente já estou atrasada mais de 10 minutos.
E a repetição.
Por quê alguém liga o ar condicionado pra sair da sala e me deixar congelando?
Maldade...


********


No elevador, depois de tirar as pantufas e descer do metrô...
Robson bate na cara de uma colega de trabalho com o jornal do dia.

_ Robson! Pára! Vou ter dar um soco!
_ Vai!

Colega do Robson vira pra outra colega e diz:

_ Eu soco o Robson o dia inteiro, sabia?
_ Sabia.

Terceiro andar.
Deixo os pombinhos desconhecidos e levo a mensagem do dia, o exemplo de companheirismo, para a cooperativa.

_ Olha colega... O jornal do dia... Olha de pertinho, olha...!
(hehe)

7 de maio de 2008

New place

Quando a gente chega num ambiente novo é tudo lindo...

_ Essa é sua mesa. Esse vai ser o seu computador... Essa é sua cadeira. Aquele é o Filisbino. Esse é o Espiriquitiberto. O outro deixa pra lá que não vale à pena. Aqui fica a água. Vê? É água. Essa é nossa cozinha. Aqui é o banheiro. Vê? Essa é a privada... etc, etc, etc.

E quando alguém diz "vem comigo" e a gente aceita, mas não sabe pra onde?
Isso significa que "os livros na estante já não tem mais tanta importância" só porque a teoria de nada vale quando a prática é demasiadamente... prática?

(suspiro)

6 de maio de 2008

Quase um pouco nada

Acontece de a gente querer muito uma coisa e conseguir.
E acontece também de a gente querer muito uma coisa e não conseguir.
Já aconteceu de você não querer nem um pouco uma coisa e conseguir?
Qual é a lógica do universo, afinal?

5 de maio de 2008

Um frio

O frio de domingo congelou o sorriso tímido do sol que tentou alcançar minha janela. Não alcançamos. Nem o sol nem eu. O frio tava alto demais. E congelamos no ar.
Nada como uma rede na varanda, onde eu permaneceria congelada por anos de bom grado. Bom grado os anos e eu congelada. E a rede me sustentando no ar...
As pantufas e o quadro novo na parede foram os cúmplices de uma tarde vivida entre músicas e artigos científicos...
“E até o tempo passa arrastado...” pingando e parando no ar... como estalactites de lembranças...
“Casos, besteiras” e um livro velho ainda não terminado.
E a respiranção fazendo fumacinha no ar...

4 de maio de 2008

Diálogo

_ Será que a monogamia é mesmo um mito?
_ Não sei. Acho que sim.
_ Sempre achei a fidelidade muito importante.
_ Na verdade, eu não vejo problema em ficar com outras pessoas. Outra coisa é ter dois relacionamentos.
_ Por quê? Qual a diferença?
_ Ah... não dá pra levar. Mas existem muitas formas de se relacionar.
_ Eu acho que não tem problema ficar com outras pessoas. Desde que você não engane ninguém. Se for franco, isso também é fidelidade.
_ Não. Isso é lealdade.
_ Talvez. Mas lealdade é mais importante que fidelidade.
_ Pois é. Eu, por exemplo, penso em me casar, mas morando em casas diferentes.
_ Háháháháháháhá...
_ Que foi?
_ Nada.
_ Como você é quadrada... Como você é careta...
_ É... Obrigada... (eu)
_ Existem muitas formas de se relacionar!
_ É... pois é...

3 de maio de 2008

A saga do buraco

Abriu-se um buraco na minha rua.
Não sei como. Quando vi já tinha um buracão na calçada, bem do lado do meu prédio.
Mas o mais legal é que sou eu a jornalista, e sou a única do prédio que nem liga pro buraco.
Meu zelador e um vizinho praticamente não saem do lado do buraco. Ficam lá chocando ele.
Estávamos comentando isso aqui em casa. Os caras ficam lá, assistindo o buraco.
E tem os trabalhadores do buraco que ficam sendo assistidos, no sentido passivo da semântica. Acho que eles pensam “Pô, esses manés ficam aí olhando! Se estão tão interessados porque não ajudam???” – e o cheiro do buraco justifica tudo silenciosamente.
Nada muda.
A gente sai do prédio de manhã e lá estão eles, olhando o buraco.
A gente volta a tarde, a noite, e eles estão lá, plantados, olhando o buraco.
Será que isso ajuda a refletir? Uma espécie de auto-terapia hipnótica?
“...olhe pro buraco... você está com sono... muito sono...”
Gente! Tenho mais o que fazer!

1 de maio de 2008

Top secret

Recebi uma carta hoje. Num envelopinho branco. Não parecia conta. Já fiquei feliz.
Abri sorridente minha cartinha, ao que leio "Promoção por tempo limitado". Bem, toda a mulher gosta de promoção. Mas enche o saco ficar recebendo propaganda. O que me chamou a atenção foi a foto de um jardim todo bonito...

"INVISTA NA SUA TRANQUILIDADE"

"DEIXAR TUDO PARA A ÚLTIMA HORA SEMPRE SIGNIFICA PAGAR MAIS"

"INFRA-ESTRUTURA COMPLETA"

"COM O MAIS ARROJADO E CONCEITUADO PROJETO DE CEMITÉRIO-JARDIM DA CIDADE"

"VENDA DE JAZIGOS. LIGUE AGORA E SOLICITE UM REPRESENTANTE"

Só tenho 21 anos. Não pretendo morrer logo. E, mesmo que morresse, acho que não me importaria de ficar com a gentalha. Prefiro pagar isso numa casa pra usar em vida. Obrigada.
Mas onde eles conseguiram meu endereço e nome completo?
Será que é um presságio dos dados???
Pff...!

30 de abril de 2008

Good lessons

Pois é... a vida!
Essas coisas acontecem...
O fato é que cada um tem que lutar com as armas que tem.
A minha arma também é a comunicação.

29 de abril de 2008

Exigente

Desenvolver um projeto de pesquisa não é fácil.
Fechar uma monografia de qualidade dá trabalho.
Fechar uma monografia que você mesmo considere suficiente é quase impossível.
Produzir um documentário sobre seu próprio projeto, não porque seja necessário, mas porque você gosta de arrumar pra cabeça, é inominável.

Quando tudo o que você faz parece pouco e você quer sempre mais, as forças externas não são limites, mas desafios tentadores.
Nessas horas Freud não explica. Confunde.

Apaixonante.

27 de abril de 2008

Virada Cultural 2008

Sim. Os shows são sempre bacanas. Povo muito animado. Gente sorrindo. Várias tribos convivendo juntas em harmonia. E eu posso dizer do que vi, que foi Cesária Évora, Germano Mathias, Edu Ribeiro, Zé Ramalho, Teatro Mágico, Cachorro Grande, Jorge Ben Jor.
Bem, é claro que a gente espia mais uma coisa ou outra, mas em suma foi nisso aí que eu me acabei.

E olha que teve gente que se acabou bem mais que eu e não viu muita coisa além do próprio vômito. Interessante também.

É fato que a cidade Vira uma espécie de Amsterdã sul-americana, onde qualquer semelhança com um mictório a céu aberto é mera coincidência. Uma Virada realmente, como sugere o nome do evento. A maconha doida tava lá de exemplo.

Aproveitei a sujeira pra pisar num pedaço de garrafa quebrada, no passeio matinal pra ver o que sobrou do centro velho no domingo de manhã, indo pro segundo round.
Aos sagazes: sim, está doendo.


*****
E o melhor é a sensação de que o mundo girou para mim uma vez mais.

26 de abril de 2008

No centro

Se, em nome da democracia, todos pudessem fazer o que querem, haveria espaço, inclusive, para ações que prejudicam o exercício da democracia.

Bem vindos, amigos, à democracia.

24 de abril de 2008

Escolhas

Semana passada foi a Semana de Comunicação na faculdade.
Faltei na palestra de quinta-feira. Tava num lugar melhor:

http://revistaviracao.org.br/artigo.php?id=1689

...o que eu também não entendo...

Bem, todos estão falando no terremoto. Então também vou falar. E o que tenho a dizer é extremamente importante:
O que eu tenho a dizer é que não tenho nada a dizer. Porque eu não senti o tremor. Não senti nem vi nada. Nem conversei com quem tenha sentido.
É isso.
Mas tem uma coisa mais legal ainda: tô doente.
Analisando os fatores psicológicos que me levaram a somatizar uma dor de garganta fenomenal e pesquisando os males da humanidade em livros sobre questões psicossomáticas descobri que a culpa é minha.
Dor de garganta significa algo mal-digerido, uma comunicação reprimida, ou algo assim.
Asma também. Interessante isso aparecer agora...
Pena que certas coisas a gente não pode verbalizar.
Tipo... @$%#^&*%#&*@^%$
Vou ter que superar sozinha.
É a vida...

21 de abril de 2008

Inédita do Toada

(http://www.toadatalhada.blogspot.com/)


Que outra parte de alguém, além do sorriso, pode ser um abrigo?
(brinde surpresa para a melhor resposta!)

20 de abril de 2008

Andança

Sabe quando você sai de casa pra ir num lugar e acaba indo em todos os lugares improváveis que não o lugar que você ia quando saiu de casa pra ir?
Então. Saí pra ir num encontro do movimento estudantil. Acabei parando num casamento. Passei na frente da igrejinha e lá estava o carro suntuoso. Entrei.
Não conhecia ninguém e ninguém me conhecia. Deve ser por isso que todos ficaram olhando enquanto eu me sentava entre os familiares.
E lá estava o casal. A noiva era só sorrisos e brilhos. O noivo todo orgulho. Algumas lágrimas. De felicidade.
Ao olhar aquela cena tão linda, lembrei da entrevista que assisti de um terapeuta familiar dizendo que o afeto sempre termina. Invariavelmente. As pessoas é que deviam aprender a se separar antes de se odiarem.
Os noivos sorriam.
Pensei neles brigando pela guarda das crianças.
As damas de honra passavam na minha frente com seus parzinhos. Lindos.
A igreja inteira cheirava a flores.
O tédio me impediu de permanecer mais. A graça era a alegria deles e eu sabendo o fim. Eles foram embora, eu também fui.
Fui pra rodoviária. Não sei como, quando vi já tava lá.
Aproveitei pra perguntar quanto era a passagem pra Buenos Aires. R$ 188,00 não é muito, mas eu só tinha R$ 10,00 na carteira. Deixa pra próxima.
Comi, andei.
Vi uma pessoa do tipo que chamam de gótico. Capa preta até o pé, pálido, coturnos, lentes brancas com um pontinho verde no meio que deveria ser a pupila. Medo.
De verdade. Tava assustador.
Ele devia ser gente boa... mas não parecia.
E nesse mundo, a verdade não conta. O que importa é o que PARECE verdade.
Desculpa. Mas tava assustador.
Voltei pra casa pra ter pesadelos.

Ao companheiro toddynho, valeu a aventura, num sábado a noite onde há tudo e nada pra se fazer nesta cidade...

19 de abril de 2008

Quando os valores se invertem...



18 de abril de 2008

Constatação

Em uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro em 2003, constatou-se que havia naquela época mais ONG's que se diziam de auxílio a meninos de rua do que havia meninos de rua nas ruas.

Tem gente que acha que pensa.
Tem gente que acha que faz.
Tem gente que acha que vê.

17 de abril de 2008

...Inescapável...

"Quando o coração está cheio de entusiasmo, não há mais espaço para o medo, para a dúvida, ou para a hesitação. E é justamente a falta de medo que permite a dança e os movimentos livres do corpo. Nestas horas, o amor é tão intenso que nos esquecemos completamente de perguntar se estamos recebendo o mesmo amor que damos. O que nos interessa é dançar - sem música, sem luzes, mas com ritmo."

Ann Morrow Lindbergh (Gifts of The Sea)

16 de abril de 2008

Do Gr. Sclavu

O que está absolutamente sujeito a outrem. Há 50 mil deles nos EUA, algo em torno disso também no Brasil.
Nos últimos 4 anos o Brasil libertou cerca de 16 mil pessoas. Os EUA libertaram 6oo (sim, só isso) nos mesmos 4 anos. (A Comissão Pastoral da Terra e o grupo Repórter Brasil fazem um bom trabalho.)

Uma pessoa escravizada, ou seja, coagida, ameaçada, explorada, não cria. É uma força, uma mente, uma vida, perdida.

15 de abril de 2008

Exclusividade

Assistindo a uma palestra que não tinha absolutamente nada a ver com o leit motiv desta postagem, pensei no peso da palavra e-x-c-l-u-s-i-v-i-d-a-d-e.
Tem palavra que, realmente, pesa. Essa aí é uma delas.
Bem, estava eu olhando pra pessoa falando no palquinho. Ele tinha o discurso autorizado e eu não. Só me restava fazer cara de quem prestava muita atenção. E eu prestava. Até o momento que ele falou de um contrato de exclusividade com uma revista. Hoje em dia “ele” não é mais exclusivo. Não carrega mais o fardo.
Fiquei pensando nisso...
Não podemos exigir exclusividade de amigos, nem de parceiros, nem de professores e, se o fizermos, será por pouco tempo, com um vínculo financeiro. Por quê então essa é uma premissa para relacionamentos afetivos no mundo ocidental?
Bem, eu tenho cartão de fidelidade de algumas lojas, mas vou na que tem promoção.
Não sou poligâmica, juro! Mas... veja... exclusividade eterna... Tem que valer MUITO à pena, né? Será que existe alguém que é de um outro alguém pra vida inteira e fica feliz com isso durante a vida inteira e é expontaneamente exclusivo pelo resto da vida inteira?
Hum...
Tá... se acontecer comigo vai ser lindo... Mas...
Será????

14 de abril de 2008

Folk Rock Irlandês - THE CORRS - Toss the Feathers

Você não sente que algumas músicas te elevam o espírito?
Eu sim!

13 de abril de 2008

Discordamos

Descobri num instante porque tantas pessoas no mundo evitam se posicionar. Por causa do peso. E como pesa.
Receber críticas é bom. Importante. Agressividade não é bom.
Mas somos diferentes. E que bom!

11 de abril de 2008

Além das palavras

Não é uma delícia quando você fala com alguém que não te ouve, te interrompe, só argumenta em favor de posições estritamente pessoais, fala alto, fala de si, cuspindo, te pegando, perto demais, gesticulando na sua cara, pedindo calma quando você não está nervoso e, além de tudo, usando sofismas?

Eu acho legal.
E acho que o Zé do Caixão diria o mesmo.
E isso explica muitas coisas...

9 de abril de 2008

Aprender a aprender

Existem aqueles contratados para dar aula que, de todas as implicâncias advindas desse processo, participam efetivamente apenas da parte de ganhar dinheiro no final do mês. E existem aqueles que são professores em tempo integral, não só por causa das exigências da academia, mas pela sua postura na vida.
Existem professores que se esforçam bastante para serem bons, outros que não se preocupam em serem lembrados como bons, mas em serem competentes e investirem no seu próprio crescimento, porque sabem que isso será refletido na qualidade de suas aulas. Estes últimos costumam ser os melhores. Porque encaram o ensino como uma missão particular, sem se esquecer de que é coletiva.
Universidades caça-níqueis não costumam se preocupar muito em diferenciar um profissional do outro. E os alunos, que só querem o diploma mas não creditam valor a ele, não contribuem para uma mudança significativa.
Coordenadores burocratas também podem ser um grande empecílho para qualquer ação estudantil realmente empreendedora dentro da universidade.
Se forem francamente corruptos então... Hum...
O que a democracia coloca no poder, a democracia tira. Isso quer dizer democracia.
Aos da UnB, todo meu apoio.

8 de abril de 2008

Um encontro memorável

Indianos estão no Brasil para troca cultural.
O dono de uma das principais Companhias Televisivas da Índia promoveu um concurso que mobilizou estudantes de 27 cidades. 4 estudantes estão no país. O concurso consistia em esboçar e colocar em prática projetos de responsabilidade humana.
As danças e roupas são lindas. As atitudes também.

(photo by Camila Caringe)

7 de abril de 2008

Ephebeum

O universo acadêmico é mesmo uma coisa fascinante.
A exigência da ciência, do método, da certeza que não é, nem pode ser, certeza.
Daí a gente lê, pesquisa, compara Dados, verifica a direção do vento, fotografa, cartografa e vai a campo. E recomeça.
O Homo Academicus Estritus não é muito diferente do macaco. A diferença é que você pode conversar com ele sobre Schopenhauer. Mas lhe dê uma criança faminta pra ver o que acontece. Ela morre.
O campo, onde tudo acontece - como teorizou Bourdieu - é a parte mais engraçada, porque é onde você pode rir de si mesmo e das certezas, certas dos mapas e inválidas na vida.
A vida.
Os livros são ótimos, mas só o campo ensina a viver.
Fascinante.

4 de abril de 2008

3 de abril de 2008

Entrevista

A melhor parte de ser jornalista é entrevistar. Eu sou tímida e, algumas vezes, fico ensaiando pra chegar na pessoa desconhecida assim e dizer: "_ Oi. Bem, você não me conhece, nem eu te conheço, mas eu preciso de uma declaração e acho que você serve. Então, toma cuidado com o que vai dizer porque eu vou contar pra todo mundo!"

Óbviamente não é exatamente assim que funciona. Quer dizer, não falo assim com a pessoa, mas é mais ou menos isso mesmo, em linhas gerais.

O texto, como já é sabido, é transpiração. Não existe texto perfeito e isso é mais problema do que solução para uma pessoa perfeccionista. Então, pra se divertir, sobra mesmo a entrevista. É a hora que o jornalista realmente aprende, porque ouve o outro, pergunta sobre o que não entende, troca idéias e depois vai pra parte da tortura, que é esquecer o que sabe e dizer somente o que aconteceu e o que a fonte disse que aconteceu - o que sobra do que não foi declaração em off.

Ontem entrevistei Ismar de Oliveira. Senti-me a própria Marília Gabriela. Versão educomunicativa morena e jovem 2008.

Tatália, valeu pela dedicação. Minha MPB e seus rocks não são nada perto da lealdade que nos mantém. Obrigada de verdade.

2 de abril de 2008

O melhor presente

Ganhei um novo amigo de infância. Eu não tinha nenhum. Todos se perderam na vida. Daí ganhei um novinho em folha.
E o melhor: O presente trouxe junto outro presente. O meu novo velho amigo me deu uma palavra. É uma palavra nova e linda. E eu não vou dizer aqui qual é pra não me gabar...
Mas o que tenho a dizer é:

"...Eu também me vejo em você.."




E viva as afinidades de alma!

1 de abril de 2008

Hoje é dia!

Encontrei uma pessoa maravilhosa e vou me casar.
Mesmo porquê já estou grávida dele...
E estou saindo de casa, bem como do país.
"Ele" é estrangeiro.
Nós vamos pra Espanha apoiar o governo que extradita brasileiros de maneira justa, justíssima. Vamos começar o trabalho assim que conseguirmos entrar no país.

Hoje é primeiro de abril. Eu nunca menti -> esta foi a primeira vez.

E vejam que dica super sensacional eu encontrei no site da yahoo.com, USA:


Did you hear the one about...

If you're going to tell a joke, avoid ones about dumb blondes, people's mothers, and Chuck Norris. Everyone has been reading them online already—and don't come crying when Chuck Norris' mom comes to kick your sorry patootie for making fun of her boy.


Fundamental lembrar disso...

31 de março de 2008

Da série "Percepções - eu tava lá e vi"

Maracatu Baque Bolado



Casa das Caldeiras

(photos by Camila Caringe)

30 de março de 2008

Da Conferência Estadual de Juventude

Há agências e agências. Essa vale à pena:

http://www.revistaviracao.org.br/juventude/?cid=38&notId=125

É a prova de que eu estava trabalhando no domingo!

29 de março de 2008

Um orgulho de amigo

De vez em quando eu faço algumas coisas que me dão orgulho. Mas é bom não ficar exibindo, que minha mãe diz que eu já sou amostrada por natureza e isso é feio.
Mas, quando a realização não é minha, não precisa fingir que nem é nada, né?!
Então, tenho um amigo que causou polêmica no festival de teatro de Curitiba. E tenho mó orgulho de dizer que é meu amigo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u386966.shtml

O "Lima" é o Rô. E é meu amigo!

28 de março de 2008

Déjà vu

Trabalhar numa agência de notícias é super legal!
Televisão, rádio, jornal, internet. Tudo ao mesmo tempo agora. Alto número de informações a serem articuladas de maneira inteligente em tempo record. Fenomenal!


Pedi demissão.

27 de março de 2008

I don't see what anyone can see in anyone else, but you

Valeu, Diego!

26 de março de 2008

Da série "Percepções - eu tava lá e vi"


(By Camila Caringe - copy left)

Para visualizar melhor, basta clicar na imagem, desatentos de plantão!

25 de março de 2008

“Bom dia Brasil” agora há pouco

Renato Machado: _ Mas secretário, não deveria haver informações aos turistas, embora eles se dirijam mais a zona sul do Rio? O mosquito não distingue ninguém, correto?
Secretário: _ É, Renato, infelizmente, não.
(blá blá blá)

Não consegui ouvir o resto. O quê será que ele quis dizer com “infelizmente não”?
Será que você está pensando o que eu estou pensando???

24 de março de 2008

Pff!


Após um feriado regado a cinema, show, leitura teórica e muuuuuitas horas de sono... a ressaca, a olheira e a crise de abstinência de boa vida na prodigiosa segunda-feira.
A maldição recomeça...

22 de março de 2008

Eu não sou chique, bem!

Fui num restaurante chique ontem. Era tão chique, tão chique, que até me senti mal com as pessoas me tratando tão bem. Tudo começou na entrada. Gente pra conduzir até a mesa, gente pra conferir minha bebida, gente pra explicar o cardápio, gente pra falar das atrações da noite.
Daí, depois de beber e constatar mais uma vez que meu rim é tão bom que parece que nem tá lá, porque tudo que bebo passa direto, tive que ir ao banheiro. E, surpresa! Uma moça entra no recinto:

_ Tudo bem?
_ Sim.
_ Você precisa de alguma coisa?
_ Não. Por quê?
_ Nada. Só queria saber se você está bem.
_ Você trabalha aqui?
_ Sim. É que, normalmente as pessoas pedem algum remédio pra dor de cabeça ou Engov, pra não ficar bêbada...
_ Ah... Mas eu tô bem!
_ Sim, sim. Claro. Eu só queria saber...
_ Eu só vim aqui fazer um xixi, mesmo.
_ Ah... tá.

Lavo as mãos. Ela pega o papel toalha pra mim.
Eu me aproximo da porta. Ela abre.
Outra porta. Ela alcança antes de mim e abre também.
Eu olho. Ela sorri gentilmente.
Quase que eu falo: _ Olha, eu sou pobre, então, vamo pára de frescura. Eu sei abrir a porta! - mas pensei que soaria muito arrogante, e arrogância é coisa de rico. Agradeci.
Voltei pro restaurante.
Música boa?
Não! Muuuuuuito boa!
Sensacional!
Nós, o casal que não era casal, até ganhamos uma música oferecida especialmente pra gente!
Éramos tão simpáticos que os músicos até fizeram piadas e cumprimentaram. Viramos o centro das atenções de tal maneira, que vieram dar parabéns ao meu rapaz:

_ É seu aniversário?
_ Não.
_ Ah... Aniversário da moça?
_ Não.
_ Ah, tá. Divirtam-se, hein?!

E o melhor: EU ABRACEI O ANDRÉ LEONO!
uhul!
Demais.

21 de março de 2008

Para saber

18 de março de 2008

Arte pela arte

Parece uma propaganda publicitária no metrô:


E, realmente, eu acredito que era pra ser uma propaganda. É no metrô, mas veja o que nossas câmeras captaram:



O publicitário usa o Ano Novo como pretexto para ter uma parede nova, sem umidade e, com isso, convencer o cliente de que o produto é imprescindível. Só que, tem uma coisa: estamos em março. Isso significa que o cliente tem mais 9 meses pela frente pra pensar nas paredes. E outra: a anti-propaganda segue firme. A legenda ainda usa a palavra "festas". Meu, a mina da foto tá com cara de tudo, menos de festa. Tá com cara de sono, de dor de barriga, de saco cheio, de fome, de final de semana em faxina, sei lá, mas não tá com cara de festa. Talvez até esteja lendo uma reportagem sobre a possibilidade de nova recessão, mas festa é algo que, ao que parece, não faz parte dos planos. Logo, como a imagem ilustra a legenda?????
Isso tá parecendo foto requentada.

Gente, faço jornalismo, não publicidade, mas meu, pelo amor, né?!

Eu que não compro esse meleca pra minha parede!
(fotos by Camila Caringe)

17 de março de 2008

Sabe quando isso acontece????


Sabe quando você ouve uma música num dia, daí vai dormir cantando ela, daí acorda com ela na cabeça, daí passa o dia infernizando as pessoas ao redor porque só lembra uma parte da música, daí você começa a atormentar a si próprio e não consegue parar de cantar, nem consegue esquecer, mas também não consegue reproduzir todas as frases na ordem em que deveriam estar...?!


Então! Isso não aconteceu comigo hoje.

16 de março de 2008

e-mail de chefe


Será que existe uma mensagem subliminar que, de leve, insinua que temos que ter cuidado com gafes???
Não! Não deve ser isso!
...

14 de março de 2008

É preciso dizer

Ser politicamente correto significa ser pouco objetivo e, por vezes, não assumir um compromisso com a realidade, mas disfarçá-la, maquiá-la.
Negro é negro. Não é moreninho. Da mesma forma que branco é branco. Gay é gay. Empregada doméstica não é secretária do lar. E qual é o problema de ser empregada? Todo mundo precisa trabalhar e nem todo mundo tem um negócio próprio, logo, alguma vez na vida todo mundo é empregado de alguém. Qual é o problema em dizer isso?
O politicamente correto limita o próprio pensamento e o pensamento do outro, num discurso eufêmico que não tem razão de ser. E pode ainda causar confusões. Óh:


"Maria um dia chega em casa e se assusta. Quem olhasse sua expressão de desespero ficaria aterrorizado. Seu marido, João, havia "pendurado as chuteiras". Era jogador de futebol e, pela primeira vez na vida, tinha lavado e colocado as chuteiras no varal pra secar, sozinho. Maria, ao ver aquilo, de susto tão grande que levou, o coração acelerou, e ela "bateu as botas". Mulher macho que era, bateu uma na outra que nem dançarina de flamenco. Não gostou de saber que ele podia fazer isso sem ela. Ficou brava. Ele, então, disse que já estava na hora de ela "partir dessa pra melhor", deixar de ser a única a fazer tudo dentro de casa e entrar no século XXI, onde homens também podiam participar da vida doméstica. E ela passou. "Passou pro andar de cima", onde ficava a laje, arrancou as chuteiras de lá. E morreu. Não faleceu. Morreu mesmo. De desgosto com esse marido. Daí, ele sim, passou pra uma melhor, com outra esposa que o deixava pendurar as chuteiras o quanto quisesse."

A vida é assim, uai!

12 de março de 2008

Constatações

Hoje esta sorte observa o resultado de algumas pesquisas cuidadosamente elaboradas, pensadas e entendidas como fundamentais para promover a reflexão da sociedade sobre ela mesma.

A primeira pesquisa foi de mercado e esta Sorte perguntava aos dados o nível de aceitação do novo layout. As opções eram muitas, mas a galera decidiu que este blog era mesmo Maravilindo.

Depois, os leitores deste blog tiveram a super chance de provar aqui seus conhecimentos gerais e, sobre o cavalo de Napoleão, disseram não saber a cor, mais o conheciam por nome e sobrenome: Pé-de-Pano.

Na última pesquisa os dados apontaram que esta sorte, além de bem informada, é politizada. Aqui também, assim como nas prévias estadunidenses, o povo mostrou que McCain não tem vez. Os eleitores ovacionaram o mexicano Roberto Bolaños, intergalacticamente conhecido como o Chavinho da vila, Chaves, Chapolin, ou Chespirito, o que reforçou a tendência à revolução latina.

Galera, nossos dados grafam a perspectiva de uma nova era. Abram as cortinas e as janelas. Em seguida, seus olhos. Bem abertos.

11 de março de 2008

Alguma coisa

Não. Dinheiro definitivamente não traz felicidade.
O importante é aprender a valorizar as coisas boas da vida, a alegria cotidiana das coisas simples, dos sentimentos verdadeiros.
A riqueza que cada um traz consigo no coração é o que importa. A virtude, a lucidez, a verdade.
Valores impenetráveis e incalculáveis em valores simbólicos monetários.
Definitivamente. Dinheiro não traz felicidade.
...
Mas resolve muitos problemas.

9 de março de 2008

Problemática da vida

Tudo é um problema para nós, humanos. Até, e principalmente, as coisas mais simples.
Um animal qualquer pode simplesmente dormir quando tem sono, comer quando tem fome, fazer xixi quando tem vontade. Nós não. Temos horários, posições e lugares muito específicos pra tudo.
Eu, por exemplo, já tive que fazer xixi numa cachaçaria de beira de estrada.
Veja: uma viagem que era pra durar 1h30 durou 6h. Tava calor, eu bebi muita água. Homem ainda tem alguma vantagem. Mulher não. Precisa de toda uma situação propícia.
Ontem teve uma passeata no centro da cidade sobre o dia internacional das mulheres e sua luta. Entre os gritos de protesto e a confusão de gente me enfiaram uma tirinha de quadrinho na cara. Sabe como é, esse povo que grita por direitos iguais... A tirinha era a história de uma mulher que aprendeu a fazer xixi de pé, entrou no banheiro masculino e fez no mictório, enquanto um homem do lado olhava estupefato. E ela, a menina do quadrinho, fazia a maior cara de satisfação.
Gente, na boa, mesmo sabendo que as prostitutas tailandesas fazem coisas mais difíceis, ainda prefiro não arriscar e lidar com a problemática de ter nascido gente – e do sexo feminino, ainda por cima.

8 de março de 2008

Dias e dias

Não soa maravilhoso que as mulheres tenham um dia internacional só pra elas????
Então, será que as árvores, as bruxas, os mortos e os mentirosos também se sentem assim, lisonjeados?

7 de março de 2008

O jeito é lidar com isso

O ser humano nunca é. Sempre está sendo. Porque nunca acaba seu próprio contorno, não pode fechar o projeto de si. Está sempre mudando, alterando-se, crescendo, aprendendo, transformando(-se).
E tudo começa com os primeiros traumas da vida. Quando engatinha alegremente e te pegam comendo a ração do cachorro (porque ninguém lembrou de te dar algo mais saudável) e te gritam. Algum adultossauro te arranca do solo, grita e bate na sua mãozinha. Pronto. Ali aconteceu o primeiro trauma.
Calma. Todo mundo tem problemas. Isso é normal.
Naquela fase da vida você começa a querer descobrir o mundo, viver aventuras, tipo se pendurar no tanque e morder sabão em pedra pra ver que gosto tem. Sua mãe então, sente seu distanciamento e fica triste, porque se sente rejeitada, sente que você não precisa mais dela. Só que você precisa e se lembra de chorar bem no ouvido da mamãe quando acontece alguma coisa. Ela, depois do processo de rejeição que você começou quando quis bancar o auto-suficiente de fraudas, também te rejeita, fazendo a linha "você já está bem grandinho!". Essa é a "ferida narcísica", teorizada por Freud.
Esse processo de individuação - ou seja, você se vendo como indivíduo autônomo - pode tomar diversos rumos, bem ou mal sucedidos. Mas uma coisa é certa: você repetirá a luta desesperada por compreensão quando se sentir rejeitado em qualquer situação posterior em sua vida. E isso se chama transferência. O espelhamento da relação materna com o vizinho, o colega, o amante, o padeiro, enfim!
Em linhas gerais, o que eu queria dizer é que seu comportamento neurótico (seja lá quem você é, porque todo mundo é neurótico mesmo) tem explicação. Mas como curar as feridas narcísicas?
Eu não tenho a solução.
Ninguém tem.
Legal né?!
Bom final de semana.

6 de março de 2008

Reflexão profunda nº 123.654.489

(O homem é essencialmente bom ou mau?)

"Longe do equilíbrio se produzem fenômenos coerentes. O não-equilíbrio é a via mais extraordinária que a natureza encontrou para tornar fenômenos complexos possíveis. A vida humana, reações químicas, relações sociológicas, econômicas... só são possíveis porque estão longe do equilíbrio. As inúmeras interações, as bifurcações da evolução, a não-linearidade dão a complexidade necessária à existência desses sistemas instáveis."

Equipe de pesquisa: Alice Stefânia Curi, Cila Mac Dowell, Carla Rocha, Frederyck Sidou, Gisele Alvarenga, Katiana Donna, Maria Luiza Fragoso, Milton Marques, Pedro Augusto.

4 de março de 2008

Fraternidade acima de tudo

Dividir um quarto com alguém pode ser chato. Ou engraçado.
Dividir um quarto com sua irmã mais nova pode ser muito chato. Ou muito engraçado. Ou os dois.
Minha irmã decidiu há alguns dias encher o nosso quarto daquelas coisinhas fluorescentes que brilham no escuro, sabe? Então. Começou timidamente, com estrelas no teto, imitando o Cruzeiro do Sul. Depois apareceram algumas luas e planetas nas paredes, aqui e acolá. Mas a última invenção me assustou. Ela lotou as hélices do nosso ventilador de teto de pequenos quadradinhos fluorescentes. Mas assim, são muitos!
Agora, imagina o efeito quando se liga o ventilador? Claro! Um lindo disco voador iluminado no escuro voando sobre mim!
Eu, que já transformei minha cama numa biblioteca e durmo no chão, caio no sono mentalizando a imagem do ventilador e dizendo para mim mesma “Calma, é só um ventilador, embora pareça um OVNI, e você não será abduzida”. Ainda bem que quando eu acordo a luminescência já passou. Imagina acordar com o som do motor do ventilador, o vento no rosto e aquela luz toda bem em cima de você?! Pronto, morri, já era, já foi, me ferrei, o planeta foi invadido e minha hora é agora. Beleza!
Mas o recado é: tenham paciência. Usem filtro solar e amem seus irmãos. "Eles são, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar" (Pedro Bial) e rir da sua cara enquanto você conjectura sobre o amor verdadeiro e seus limites (se é que tem limites).

2 de março de 2008

Eu tenho, você não te-em!

Wittgenstein já dizia: tudo é discurso. Não é errado dizer que a vida é um jogo – linguístico, basicamente.
Neste contexto é possível encontar os mais diversos perfis. Gente que passa a mensagem, convence, ou não, encanta, ou não, desagrada, ou não através de seu discurso, não somente verbal, mas linguístico mesmo, como um todo.
Aí qualquer um pode localizar o famoso Fodão-merda. Sabe aquele cara que tudo o que você falar ele já fez, já esteve onde você quer ir, já cansou daquilo que você quer ter, já viu quem você quer conhecer, já sabe o que você ia explicar... enfim! Ele precisa ser mais. E, para tanto, precisa que você seja menos.

Logo, a aparente superioridade transparece, para um olhar mais atento, uma enorme fragilidade.
Perceba que a técnica de dominação doentia desse sujeito é muito simples: agressividade. Nunca vai ouvir sua opinião, nunca vai aceitar que você tenha feito alguma coisa que ele não fez. Se você foi pra praia, a areia da praia dele era mais areia. Se você tomou sorvete, o sorvete dele era mais gostoso.
Mas, como todo o jogo, este acaba assim que as cartas são colocadas na mesa:
_ Mas por quê você está sendo rude comigo? Eu nunca fui rude com você. Por quê só a sua praia é boa e a minha não?
Pronto. Lá se vai mais um Fodão-merda pelo ralo... (“linguisticamente falando”)

1 de março de 2008

Sobre quando não há ninguém, embora haja

Estamos sozinhos. Ele e eu. Eu numa ponta da sala comprida. Ele na outra. Ponta. E ponto.

Silêncio de vozes presenciais. Vozes somente dos meios. Outros, que não nossa fala muda. Barulho apenas de quem não está. Para quem compartilha, nada. Vazio e silêncio e pronto. De pronto, qualquer rascunho humano de nós ecoa.

Diferente é só o que de mim sobra quando olho o resto do ser que não é, não sente, não percebe, não esquiva nem enfrenta. Ignóbil.

Aborrecidas elas passam. E como se não bastasse, me sorriem. As horas cruéis escorregando como lágrimas. Tristeza inclusive.

Céu se abriu e explodiu. Coração rebentou feito balão no alto. O que há são sobras das sombras assombrando o presente de medo.

Ficou a pintura borrada dialogando com o nada das paredes. Eco do silêncio na bagunça do espírito.

Valentia de estar só. Acompanhado.

29 de fevereiro de 2008

Um ponto no meio do nada

“Para que serve um ponto de ônibus quando não serve pra nada?”
Faço essa pergunta a mim mesma toda vez que passo em frente a um determinado ponto de ônibus que fica no meio do nada. Quer dizer, não é bem assim: nada, nada. Fica entre outros pontos de ônibus. Numa avenida.
Atrás? Nada. Nenhum comércio. Em cima? Um viaduto. Dos lados? Só outros pontos a vários metros de distância. Na frente? Carros numa velocidade que te esmagariam feito barata.
Ou seja, é só um palitinho colorido ali, com uma plaquinha da prefeitura indicando que se trata de um ponto de ônibus.
Mas o mais importante mesmo é a plaquinha! Senão, como as pessoas iam saber que se trata de um ponto de ônibus????
Percebe?

28 de fevereiro de 2008

Dormindo em pé

Literalmente. Dormindo em pé. Ou na privada, sentado.
Eu já dormi na privada. Trabalhava em uma loja onde não tinha cadeiras. Eram tempos difíceis. Nada comparado à maravilhosa vida que tenho hoje como estagiária de uma agência de notícias. Pff! Nem comparação! Não tinha nenhum banquinho na tal loja. Era eu e minhas pernas com cãimbras. E só. Quando o sono apertava, corria pro banheiro. Tinha duas alternativas: a primeira era fechar a tampa da privada, sentar em cima, apoiar a cabeça no pininho da descarga e dormir. Dez minutos que seja. Eu precisava. Ou então sentava no chão mesmo. Dependendo da forma como as costas doíam naquele dia, eu optava pela privada ou pelo chão. Para acordar, só se a cabeça despencasse sozinha, alguém fizesse barulho na cozinha (pasme! O banheiro ficava adjacente à cozinha!!!) ou então alguém me chamasse. Eu achava aquilo uma folga do tamanho do mundo! Imagina! Alguém te gritar enquanto você tá no banheiro!!! Tem coisa mais absurda??? “Camilaaaaaa! Camiiiiiiila! Caaaaaa!” - Vai! Não precisava!
Fora isso, já dormi sentada esperando para uma entrevista de emprego. E fui aceita, tá?!
Mas isso não é nada! Tem um amigo de um amigo meu (e isso não é lenda urbana!) que dorme de pé no metrô. A técnica é simples, mas altamente sofisticada. Sabe aquelas mochilas de uma alça só que fica na diagonal na frente do corpo? Então! Ele monopolizava um dos canos verticais prateados de apoio do metrô. Abraçava um e travava a mochila ao mesmo tempo nas costas e no cano. Dessa maneira ele podia soltar o peso do corpo que a trava da mochila o prendia no cano. Não é demais??? É genial! Que Zeca Pagodinho que nada! Bom mesmo era esse cara! E ficava super interessante, porque, pensa comigo, ele relaxava (creio que não chegava ao estado de alpha, mas dá pra dar uma cochilada) e ficava numa posição tipo de rapel, sabe??? Meio montado num cavalo inexistente que deixa as pernas separas, como quem fez alguma coisa nas calças, e as costas tortas, a cabeça tombada...
Isso me lembra um episódio do Mister Been, quando ele tava numa igreja e, entre a verborragia do padre, acabou dormindo. Daí ele foi como que se desmilinguindo no banco, até que caiu e, quando se deu conta de que já tava no chão, ajoelhou pra disfarçar, fazendo uma carinha de temente a Deus. Uma graça.
Mas... voltando a falar de mim, já dormi também falando ao telefone. Mas o que tornou a situação ainda mais ridícula foi que a pessoa ligou no meu celular pra me acordar e avisar que ainda estava no outro telefone e que era melhor eu ir dormir de verdade! Pff! Ridículo! (eu, é claro)
Por incrível que pareça eu não sofro de distúrbio do sono. Pelo contrário! Sou muito saudável! E, justamente por isso, sinto falta de dormir saudavelmente.
Bons tempos...
(suspiro)

27 de fevereiro de 2008

Quem corre cansa, quem espera atrasa o jornal

Ananda Apple: _ ...blábláblá as orquídeas. Não é mesmo fulano de tal?
Fulano de tal: _ É Ananda, e nós podemos também...
Ananda Apple: _ Então tá bom, muito obrigada pela sua participação.

Tá! Acho que deu pra reparar que o jornal tava corrido e por isso ela foi mó cavala com o cara que ia explicar como ele amarra as orquídeas nas árvores da 9 de Julho. Interessantíssimo.
Era o "Bom Dia São Paulo". 6h30 da matina e a mulher já tava histérica. Eu, que não estava histérica, ri de dó do entrevistado. Anotei na minha agenda que nunca devo dar uma entrevista pra Ananda. E ainda bem que não sou eu a coordenadora de tempo dela, logo, o problema de horário do jornal não é meu! AEeeeeeee..........!

26 de fevereiro de 2008

Super supimpaaaaaa! - ou não.

_ Bolacha recheada???
_ Super supimpaaaaaa!!!!

_ Queimar o céu da boca com uma batata cozida????
(silêncio)

Ver o sol de manhãzinha deixando o céu vermelho-azul-esbranquiçado???
_ Super supimpaaaaaa!!!!!!

_ Trabalhar de final de semana e ver o sol pela janela do escritório????

(silêncio)

_ Livro, pipoca e sossego????

_ Super supimpaaaaaa!!!!!

_ Revista Veja desta semana, pão mucho e barulho????
(silêncio)

Como momentos de tamanha felicidade e indignação podem conviver juntos, numa mesma vida????
(silêncio)

25 de fevereiro de 2008

Cara, o quê?

Um karaokê é legal. Mas só quando é você quem tá cantando. Ouvir os outros desafinando não tem graça. Legal mesmo é quando você desafina. E também não é legal ouvir alguém cantando bem. Karaokê não é lugar de quem canta bem. Um karaokê serve para revelar grandes desgraças da música pop/rock/pagode/bossa e MPB-I (Música Popular Brasileira - Internacional). Nada de grandes astros. Estes merecem um buraco fundo onde o eco seja abafado. Mas um Karaokê não. O palco de um Karaokê é lugar para grandes estrelas, que não brilham em qualquer lugar, senão... num Karaokê.

*********************
Aos aniversariantes do mês, um conselho valioso:
Usem filtro solar.
(E não deixem de me chamar para o próximo Karaokê!)

24 de fevereiro de 2008

Ao que vale


As cores negras dos olhos
negras das peles
as negras danças e sombras
O canto negro do olho
e da garganta seca
negra

Amores negros e negras perdições
O sangue não menos vermelho
das veias iguais
tudo negro no branco

Lágrimas de riso solto
sorriso borrado na boca apagada
Os dentes brancos no rosto negro
num grito absorto
rouco

O som da guerra
A vida manchada de morte
no tambor possante
da raça forte
amor e sorte
aos irmãos semelhantes.



(CC)

23 de fevereiro de 2008

Sobre cabelos

Ter sorte também é ter um cabelo bonito. Isso é importantíssissississíssimo.
Por isso, hoje esses dados vão divulgar a última pesquisa sobre tendência de moda para cabelos. Acompanhe:

Cuidar dos cabelos é muito fácil. Mas nada de usar produtos químicos! Isso faz mal! Prefira os instrumentos de tortur... quero dizer... de auxílio, especialmente projetados para isso:




A regra de ouro é descobrir o seu tipo de cabelo:


E não se desesperar!


Existem muitos manuais especializados


O próximo passo é checar a cor do seu cabelo


E escolher a nova cor que combina mais com você


Se não gostar, não tem problema. Joga fora e compra outro!


O importante é sempre optar pela simplicidade, para não perder muito tempo


Alguma coisa que passe a idéia de uma pessoa bem comportada...


Os moldes dos cabelos clássicos ainda podem servir tanto para meninas, quanto para meninos:















Deve-se deixá-los bem soltinhos, com movimento... Assim:


E pensar que deve ser fácil de usar no dia a dia


Se der errado, é só começar outra vez. A maior sorte de todas é que eles sempre crescem de novo:


E isso é tudo, pessoal!


Imagens Google Image

22 de fevereiro de 2008

Não exatamente

Algumas coisas não são, exatamente, uma questão de escolha. Ou melhor, pode até ser uma questão de escolha, mas não é uma escolha muito livre. Isso faz com que tenhamos que deixar algumas coisas para trás para tocarmos outras.
Mas tocar outras coisas nem sempre tem o mesmo som.
Por isso tô considerando voltar pro piano. Ou... deixar ele voltar pra mim...

21 de fevereiro de 2008

Verbal só pra você e eu

Ele olha e, de leve, fixa. Ela olha, abaixa a cabeça e sorri.
Ele desvia o olhar e, em poucos segundos, retorna. Ela percebe, mas não o encara.
Ele vira seu corpo e estende as pernas naquela direção. Ela junta os joelhos na direção oposta e mexe no cabelo. Olha-o novamente.
Ele sorri e levanta as sobrancelhas lentamente. Ela também.

Ela se mexe na cadeira. Ele também.
Ele se aproxima. Os olhares não se deixam mais.

_ Escuta... eu... queria... eu... ia... dizer... é... que... tem... um... bicho no seu cabelo.
_ AAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaahhh!
_ Mas eu posso tirar se você quiser...

E não se deixaram nunca mais.

20 de fevereiro de 2008

[ERROR]

Algumas pessoas são como computadores. Não conseguem fazer nada sem que haja uma programação muito específica. E, ainda que haja, há chance de bug. Por exemplo:

_ Ispiriquitiberto, pega a borracha pra mim por favor.
_ Borracha?
_ Sim.
_ Que borracha?
_ A minha.
_ E como ela é?
_ É a única que está aí.
_ E onde está?

_ Em cima da mesa.
_ Que mesa?
_ Essa na sua frente.
_ Em qual canto?
_ Não sei. Olha.
_ Desculpe, não poderei te ajudar. Você pode estar sendo vítima de uma falsificação e não poderá fazer as atualizações...

Enfim!
Um transtorno.
Gente assim é o ó do bórógódó. E olha que bórógódó tem ó.

19 de fevereiro de 2008

Mais do que uma idéia, um ideal

"Dizem que é para lembrarmos de uma idéia, não de um homem.
Porque um homem pode ser capturado, pode ser morto e esquecido. Uma idéia ainda pode mudar o mundo 400 anos depois.
Mas idéias não sangram, não sentem dor e não amam."

(V for Vendetta)


Fidel renunciou.





Não. Não concordo com tudo. Mas...


- 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever

- Em 2006, segundo a Organização Mundial de Saúde, não ocorreu em Cuba nenhum caso de difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rubéola, rubéola CRS, tétano neonatal, ou febre amarela
- Em Cuba 85% das famílias são donas de suas próprias casas - portanto não pagam aluguel - e os 15% restante pagam de aluguel 1 ou 2 dólares mensais

...é fato.

18 de fevereiro de 2008

...nada sobre nada...

Dormir às 2h da manhã e acordar às 5h (atrasada, porque a hora certa de acordar é 4h30) não é mesmo muito fácil. Deve ser por isso que meus olhos se fechavam involuntariamente diante do tédio das notificações de congestionamento pela CET.
Para acordar: água (não tomo café).
Meus olhos até se abriram mais abertos para olhar as cenas da independência de
Kosovo, mas só.
Obs.: A
Campus Party foi legal. Dicas e contatos valiosos.

17 de fevereiro de 2008

O "X" da questão


...Algumas vezes é sim uma questão de sorte...

16 de fevereiro de 2008

Signos pra quê te quero

Uma letra é um símbolo, um signo de um signo maior: a palavra. O signo palavra remete a um referente concreto (uma cadeira) e/ou abstrato (um sentimento).
Se signos só existem onde há inteligência, na tentativa de representar a realidade e produzir sentidos, então a comunicação é uma negociação de valores.
Enquanto conversamos, um conteúdo informativo passa da minha mente para a sua e vice-versa, por meio dos signos, alternando-se assim, saudavelmente, emissor e receptor de mensagens (idealmente).
Você, leitor, está negociando comigo neste exato momento.
Agora só falta convencê-lo a fazer de nossa sorte algo menos viciada...

15 de fevereiro de 2008

O tempo não pára (mas nem sempre passa)


Na extrema esquerda, a Carla. No meio, minha irmã, que completou quinze anos na última quarta-feira, e eu sou a da extrema direita. O bolo é de aniversário pra minha mãe. A "vela" (de papel que, por motivos óbvios, não pôde ser acesa) foi eu mesma que desenhou, cortou e colocou, cuidadosamente, em cima do bolo de côco.



A Carla me dava comida, banho e carinho. Aliás, me dá até hoje (carinho, só!)...
Ela me acordava de manhã e me dava leite na cama, numa canequinha laranja que tenho até hoje. Ela me ensinou a gostar de Jaspion e de pagode, aprendizados que esqueci com o passar dos anos...
Mas minha gratidão não se acabou com os dias. Porque tem coisas que o tempo não apaga, mas pelo contrário, agiganta e reafirma. Como o meu carinho...
Hoje ela apareceu pra mim. E então percebemos que o poder devastador do tempo não pode alcançar tudo. Sempre há o que guardamos a salvo das ruínas de nós...

14 de fevereiro de 2008

O que a gente descobre


Quando você tem dois anos de idade, todos acham uma gracinha quando você faz biquinho, quando sai arrastando a mochilinha e batendo o pezinho, quando cruza os braços e chora aquele chorinho sentido. Quando você cresce percebe rapidamente que isso não funciona mais.

"O cineasta americano
Steven Spielberg decidiu encerrar sua colaboração artística nos Jogos Olímpicos de Pequim devido à atitude da China em relação à crise na província sudanesa de Darfur."

Pois é. Cada um joga com as armas que tem.

13 de fevereiro de 2008

EXTRA, extra, ExTrA!

Aniversário da Thais Caringe hoje!
...Uma salva de palmas, por favor...
(AEeeeeeeeeeee)


(Te amo Tháta! Minha irmã, minha chatice, minha amiga, meu docinho, bagunça do meu quarto, salvadora da minha pátria!)

(Esta foi uma homenagem da empresa Dados Viciados especialmente pra você)

Porque mudar é bom!

Você, caro leitor desta sorte, pode palpitar sobre as mudanças aqui no meu canto. Para tanto existe uma enquete ao lado direito da tela, logo depois dos encantadores dadinhos ali. Vai lá!
Tá. Agora vamos mudar de assunto...


Subtítulo - Um fato interessante

Ele se debruçava sobre mim, tentando ler as linhas que eu sustentava de maneira torta e desajeitada. Estava cheio de gente e muito calor, como todo metrô. Eu o percebia na minha visão periférica, com os olhos compridos por cima do meu ombro esquerdo. E não me incomodava, pelo contrário! Eu gostava! Estava compartilhando algo de que gosto muito com um desconhecido. Não encontro entre os meus alguém que se esforce tanto para saber...

Era semiótica e 5h30 da manhã.
Lamentei deixá-lo curioso quando as portas se abriram.
Mentira. Achei um máximo!

11 de fevereiro de 2008

Não quero nem saber!

Tem gente que não gosta de comunicação. Tem gente que não gosta de redação. Tem gente que não gosta de blog. Tem gente que não gosta de gente. O Laerte mandou uma mensagem muito boa, em sua especialidade icônica:


(imagem emprestada dos "Ensaios Diários")

10 de fevereiro de 2008

Redundância e ruído

Ruído na comunicação: não necessariamente um som, mas um algo que atrapalha a atividade comunicativa em processo.
Exemplo:
(contexto) (putz putz) Uma garota qualquer (pu pu putz putz) e um rapaz qualquer (putz putz) numa balada qualquer (pu putz) de um lugar qualquer (pu pu putz putz putz). Ele diz "E aí mina? Vem sempre aqui?" (putz putz) E ela responde algo como "Ainda não, mas minha mãe vai comprar!"... Putz............

Redundância na comunicação: repetição desnecessária. Mas aí é que está! Algumas vezes a redundância pode funcionar em favor do emissor. Esse artifício serve para enfatizar a mensagem, neutralizando os ruídos.
Exemplo:
(contexto) (putz putz) Uma garota qualquer (pu pu putz putz) e um rapaz qualquer (putz putz) numa balada qualquer (pu putz) de um lugar qualquer (pu pu putz putz putz). Ele diz "E aí mina? Você vem sempre aqui? Eu venho sempre aqui. E você? Você costuma vir aqui? Eu gosto daqui, sabe? E você? Gosta daqui? Você deve gostar, por isso está aqui, certo?" E a mina responde "É... na verdade eu nem gosto tanto... É que meu namorado gosta... Então venho mais pra ficar com ele, mesmo..."

Bem, a comunicação foi eficaz!
Nem sempre o resultado atinge o objetivo do emissor, embora o receptor da mensagem compartilhe dos mesmos códigos e, com isso, a decodificação ocorra satisfatoriamente. Às vezes é porque você esqueceu de escovar os dentes antes de mandar a mensagem, sacou?!

7 de fevereiro de 2008

Pulando Com.texto

O contexto pode mudar totalmente o sentido de um signo usado numa mensagem.
Tudo aquilo que representa algo para alguém em algum lugar pode ser redirecionado.
Assim:

Presidente da República declara: "Quero que

o povo se dane. Vou é meter a mão!"

Então uma cidadã, cheia de coragem e revolta, une suas forças num efusivo discurso moralista. Enquanto fala, adentra o cenário em que o presidente se encontra.

Uma praia paradisíaca, em algum lugar próximo à Fenda do Biquini...


...Sentado numa mesa do Siri Cascudo prestes a abocanhar um polvo gigante, acompanhado de salada e fritas...


Você ouviu POVO, mas era POLVO. O presidente ia meter a mão no prato!

Viu?
É assim que o contexto funciona. Parece besteira, mas faz uma enorme diferença.
Todo o discurso é situado no tempo e no espaço. O ser humano é histórico, tem consciência do passado, presente e futuro e seu estado (e discurso) é reflexo de seu tempo, sua cultura, seu meio social e econômico.

Mas, é claro, existem afirmações atemporais. Por exemplo: Natália, apesar de você não ter blog, você também é linda, tá?!

Viu? A pobre está totalmente fora do tempo e do espaço dela, mas é gente mesmo assim, né?!

Primeiro dia:

Reconhecimento rápido da galera.
Um rapaz de Pindamonhangaba tenta me convencer de que a cidade é ótima, embora não tenha cinema, teatro, McDonald's, net ou mercado de trabalho para jovens jornalistas. Eu rio.

Reunião. Projeto. Explicações e um maldito ar condicionado que me deixava com a cara vermelha e os olhos inchados, típicos de quem está com sono. Renite.
Depois, texto.

A bagunça de uma agência de notícias é inconfundível. Falam de si mesmos como "A Lan House". TV, rádio, telefone, internet, gritos e grunhidos são os principais meios de comunicação entre os membros da equipe.
O ritmo deixaria qualquer um louco, mas não os estagiários. Assim como Roberto Jefferson, têm nervos de aço.

Último dia:

Uma caneca na cozinha, um livro na gaveta, uma blusa no armário. Nada de retratos de família ou de cachorro. Nem tinha uma daquelas caixas de papelão onde as pessoas colocam as tranqueiras dentro quando mudam de emprego nos filmes.
Alguns abraços. Longos...
Suspiros.
E acabou.

6 de fevereiro de 2008

...Aos que abrilhantam esta sorte...

Dando um giro pelos blogs linkados aqui no meu canto, percebi o quão produtivo é esse povo.
Sugiro hoje que, para quem ainda não olhou os links, olhem. Olhem-se. Vocês são lindos.
Faço propaganda aqui cheia de orgulho.

Às deliciosas paisagens poéticas da Bianca, aos super bem articulados textos da Tammíris, às observações cotidianas super bem humoradas do Magno, às preciosas informações do Maurício, às artes do Lucas Arguello, ao diário do pessoal da Vira, aos denguinhos da Vera (Maria), às poções do Alquimista (Luis Mauro) e sua esposa (Anna C.), ao Bob Rabbit e seus escritos irremediavelmente chacoalhadores de almas, minha salva de palmas.

Olhem-se uns aos outros.
Verão belos retratos de si mesmo.

3 de fevereiro de 2008

Eis a questão

Novamente aquilo que sempre digo: tudo na vida são escolhas.
Olhar, fechar os olhos, fazer, deixar quieto, falar, calar, dizer a verdade, mentir, ficar ou ir.
Eu fiquei.
Olhei, fiz, contei histórias verdadeiras mas, acima de tudo, eu fiquei.
E foi ótimo.

2 de fevereiro de 2008

Um desenho


Este desenho maravilhoso, que eu mesma fiz especialmente para os leitores desta sorte lançada em dados, é para todos verem como o céu estava ousado hoje. Estava assim! Dessa cor! Olhando pra mim e dizendo:
"Isso porque você ainda não me viu na praia...!"

Feriado?
Eu trabalho segunda-feira!