Aos que têm a dizer, espaço. Hoje meu palco não é meu. Emprestei-o a um famoso poeta da pós-modernidade. (informe-se) Apreciem os que podem. Porque entender é graça concedida somente a mim.
Do jardim à vida
A arte... Há arte... À arte!
O novo nasce e renasce,
como fênix pelas mãos da primavera,
ao retorno de Perséfone.
Quem contemplou, lá se pôs a ver.
Por muito tempo observando detalhadamente.
Fixamente.
Muito tempo...
Detalhadamente...
Caule belo e formoso.
Folhas desenhadas delicadamente. Sedosas, promovem, aos toques, explosões sensoriais. Ah... (...)
Mel escorre de sua taça, lambuza o beija-flor que se nutre com beijos...
O vento lhe afaga. Conhece o prazer de lhe sentir.
Que aroma! – evoca a paixão do mar denunciada pelo ciúme da aurora.
A rival se indigna por seu brilho.
Por cintilar com graça sob a luz da lua – a amiga confidente.
Já foi regada com suas águas da solidão...
Uma pena...
Espinhos outros lhe incomodaram.
É apenas um copo-de-leite, disseram.
Não, não é não! Não (...) E não...
Respondeu...
A placa, aos seus pés,
traz uma legenda a dizer
do lugar conservado
àquele copo-de-leite
que jamais se desarraigará...
P.P.