30 de agosto de 2009
Looking for
21 de agosto de 2009
Da série – Retrato dos tempos modernos, versículo XIIIIII
19 de agosto de 2009
Silêncio (???) em homenagem a todos aqueles
(Artigo 227 da Constituição Federal de 1988)
Imagem da Campanha Nacional Criança Não é de Rua
18 de agosto de 2009
Cutura, qué vê? Méx con qen tá qétu!
Nãu é o mesmu e muinto menus é o comtrario. É diferemte e qe bon qe cada un escóle sel camínho.
A intensão é cempre e só comtar istórias mais ou menos verdaderas. O valor? Onde caby?
Lê en vós auta e me comta o prejuíso!
Assim como "as crianças precisam ter muita paciência com as pessoas grandes", o povo precisa ter muita paciência com os auto-classificados massa-pensante. É preciso lembrar a estes que a normalidade é só uma questão numérica. E é por isso, justamente por isso, principalmente por isso, que o padrão deve ser revisto.
16 de agosto de 2009
Llena de agosto
12 de agosto de 2009
11 de agosto de 2009
...Se sentir... fosse mais do que uma condicional e estivesse além dos condicionantes
A necessidade de situar-se no mundo, de entender-se e poder fazer escolhas baseadas no prazer e na dor que envolvem a experiência de estar vivo é um direito. O exercício dos deveres e dos direitos é a chamada cidadania. Viabilizar a existência sadia – que é, entre outras coisas, promover a existência livre e aberta às sensações da vida – é mais do que uma necessidade social, embora esta seja a medida padrão, porque “adultos adoram números”. A preocupação em fazer do mundo mais perceptível, salientar obstáculos e tornar os prazeres estéticos e simples, porque cotidianos, em possibilidades é praticar o amor fraterno.
Pensar em acessibilidade é potencializar os sentidos e possibilidades. Tornar provável o alcance, palpável a arte, audível a informação, compreensível o mapa. Promover ao outro sua autonomia sensória é promover o outro. Participação e democracia incluem a inclusão. E o que seria você sem os sentidos, os sentimentos e as sensações que te colocam em movimento? Poeira no vento? Razão em desalento? Perdição? Ilusão é um mundo sem inclusão, assim como o é democracia sem acessibilidade. Uma questão social, mas também de sensibilidade.
http://www.setor3.com.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a4684.htm&subTab=00000&uf=&local=&testeira=99&l=&template=58.dwt&unit=§id=189
9 de agosto de 2009
.uov uE
_ Eu quero. Mas quero ficar olhando pra você.
_ Dorme...
_ Você é uma burra!
_ Dorme.
_ Você não se dá o respeito!
_ Dorme.
_ Você não faz nada direito!
_ Dorme...
_ ...Eu quero. Mas quero ficar olhando pra você.
1 de agosto de 2009
Entendido?
O mal-entendido, apesar de ainda ser alvo de lendas e, não raro, ser o caso de um caso indecifrável, já foi teorizado, classificado, categorizado, explicado e, claro, praticado, como não?. Ele pode decorrer de interações conversacionais ou de entendimentos constitutivos, ou seja, de posicionamento. Esses últimos são os mais difíceis.
Uma coisa é eu pedir pra você comprar agrião e você trazer salsão. Outra coisa é eu pedir pra você comprar agrião, porque considero interessante para um chá com mel, já que estou gripada, e você avaliar que mais saudável seria um filé com molho de salsão e gengibre.
As intersubjetividades e intercompreensões constituem um fluxo de equilíbrio tênue e as taxonomias não ajudam quando o sangue ferve. Deus já sabia disso faz tempo e foi pensando em evitar mortes prematuras que ordenou, do alto de sua perfeita objetividade, “Amai ao próximo como a ti mesmo”.
...Ao que o homem desobedeceu.
26 de julho de 2009
Do "Meu" (que não sou eu, mas que é parte de mim)
Se você fosse chinesa eu aprenderia mandarim e a fazer papel para lhe escrever
Se você fosse japonesa eu seria pontualmente nipônico e dobraria a vida como um origami
Se você fosse americana eu até me sentiria superior aos demais
Se você fosse tailandesa eu quebraria cocos como um excelente lutador de muai thai
Se você fosse russa eu me esquentaria com whisky e adoraria a Sibéria
Se você fosse cubana eu usaria uma bandana e andaria de escarlate
Se você fosse francesa eu moraria sob o arco do triunfo e usaria os melhores perfumes
Se você fosse colombiana eu organizaria uma outra FARC
Se você fosse egípcia eu seria um arqueólogo especializado em obra faraônica
Se você fosse indiana eu não comeria carne
Se você fosse australiana os cangurus seriam meus companheiros de peregrinação
Se você fosse grega eu viveria na Acrópole e filosofaria durante horas
Se você fosse mexicana eu adoraria chili
Se você fosse brasileira eu seria seu para sempre...
25 de julho de 2009
24 de julho de 2009
20 de julho de 2009
Tentador
Como nada na vida parece ser só bom ou só ruim, aprendi a respeitar até aquilo que parece, e parece muito, e parece mesmo só ruim. Como, por exemplo, ter seu nome como jornalista incluso em algum mailling bizarro.
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Eu queria aproveitar a oportunidade para dizer que ainda não tenho uma caneta espiã. Gostaria também de lembrar aos meus amigos que prefiro me brozear ao sol, que meu aniversário não está chegando e que, portanto, espero sinceramente que nenhum deles se lembre dessa caneta até lá.
16 de julho de 2009
Thaw
“Nonsense becomes a form of higher sense.” – disse Malcolm Bradbury e não era sobre mim. Quem sabe um dia alguém não possa fazê-lo?
Uma outra Alice numa outra aventura, num outro mundo através de um outro espelho. Quebrado. Mais simples. Mais coerente. Mais tedioso.
Ainda medíocre, até.
Menos do que antes.
Mais do que depois.
13 de julho de 2009
É politicamente importante...
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Da passionalidade (se-mi-estrangula-da)":
Fui chamado de anônimo vendido. O mistério tem seus dissabores.
Você é esforçada quando escreve. Disse esforçada. Isso é notável, percebível claramente.
O entrave é que você se perde nas palavras, nas citações dos livros que diz que leu (leu talvez até a epígrafe ou nem isso)e nas expressões pessimamente construídas('subjetividades ignóbeis', 'tudo virava um fractal', etc, etc). Uma pena.
Rubem Braga, Sérgio Porto ou Pedro Nava ficariam horrorizados com essa linguagem pretensamente cult. Simplicidade, honey, simplicidade.
Sugestão: procure ler os autores citados, Antônio Prata e afins.
Quem sabe, dessa forma, eu não passe mais em seu blog apenas porque você é bonitinha e leia ralmente algum texto de valor.
12 de julho de 2009
11 de julho de 2009
Da passionalidade (se-mi-estrangula-da)
8 de julho de 2009
N.A.L.A.T.A. = Nalata
Óh! Fique você sabendo, anônimo vendido, que eu vejo uma razão prática para pensar em como os serviços gratuitos que recebemos não são tão gratuitos assim. E se te dá preguiça pensar em coisas pouco práticas, como a função da própria dúvida, vai dormir.
Nós aqui, interessados que somos nas subjetividades, eu e meus dois leitores, continuaremos a especular sobre os mistérios karmáticos do universo, desses que pululam nas mentes humanas como óbvios não ululantes.
Por exemplo, o conceito de “conservadorismo”. Adoooro a definição nada objetiva do Dicionário do Pensamento Social do Século XX, de Outhwaite, Bottomore, Gellner, Nisbet e Touraine.
“[...] A aversão instintiva à mudança e a correspondente ligação às coisas tais como elas são, constituem sentimentos dos quais poucos seres humanos já estiveram totalmente isentos. [...] Nas sociedades avançadas, não menos que nas primitivas, qualquer outra disposição que não a conservadora em geral sempre pareceu aberrante. [...] Por isso, o ‘alarme’ sentido pelos conservadores diante da mudança presta-se à ‘reflexão’, mais do que leva a ela.”
6 de julho de 2009
Thanks. You’re sold.
CONSULTORIA E TREINAMENTO
Desenvolvimento gerencial e de executivos. Coaching Familiar.
(Quê? Cuma?)
COMO TER ATITUDE?
Programa Paragon – atitude superior para resultados extraordinários.
(Opa! Ou eu ou o remetente da mensagem pareceu não ter atitude o suficiente, hein? Que bom que eles têm um programa especial para esse tipo de gente! Ufa!)
SÉRGIO/PSICÓLOGO
Adultos, crianças e casais. Psicanálise e terapia breve.
(Não. Valeu.)
MEDO DE AVIÃO
Terapia para medo de voar. Grande índice de sucesso.
(Jura? Que legal! Mas... Quem aqui tem medo de avião?)
CURAR SEU ESPÍRITO
Você realmente nasceu de novo da água e o Espírito?
(Não. Nasci da minha mãe e estou certa de nunca ter afirmado nada diferente disso. E o Espírito? Que que tem ele? Tá bem...)
PROMOÇÃO A ERA DO GELO 3
Comprando os produtos Tang ou Royal ganhe 1 copo do filme A Era do Gelo
(Tenho 22 anos. Isso não tava no meu cadastro quando me venderam na mala direta? Ótimo, então anota aí!)
ACABE COM O SEU ESTRESSE
Reduza as químicas cerebrais prejudiciais que causam o estresse.
(Quem aqui tá estressado, me diz???!!!!)
Mais informações
Solidão >>>
(Tô legal...)
Fotos João Pessoa >>>
(Não, obrigado.)
João Pessoa >>>
(Já disse que não.)
Medo >>>
(Medo tenho eu de vocês!)
Note que eles insistem particularmente em idéias positivas, como terapia, medo e João Pessoa.
Bizarro.
5 de julho de 2009
O [v(alor).c(alor)+alo(r)] da dúvida {x = ?}
_ Mãe, lê pra mim?
M P X O W E T V A A U
_ Não tem nada escrito aí.
_ Tem sim, óh! Eu escrevi!
_ Não. Aí só tem letras, mas não tem nada escrito.
_ Se tem letras, tem algo escrito! Lê as letras que eu fiz, mãe!
“M. P. X...”
_ Não! Não assim! Lê a palavra!
_ Mas não tem palavra aí!
_ Como não tem? Se tem letras, tem palavra!
_ Não!
_ Como não? Você que não quer ler, mãe! (Snif...)
E de novo:
_ Lê agora!
O P R G H J S U I E F
_ Filha... não tem nada escrito aí...
_ Como não? Como não?
Como não???
E era uma crise, como sempre é quando alguém faz com que você duvide de você mesmo. Mas, não raro, contra fatos não há mesmo argumentos. E a dúvida faz crescer:
_ Então não tem nada escrito aqui, mamãe?
_ Não.
_ Então me ensina a escrever alguma coisa de verdade?
_ Tá. Vamos escrever CAMILA. Assim...
E hoje eu sei escrever quase qualquer coisa. Inclusive e principalmente sobre aquelas coisas das quais duvido, como a vida, a morte, o destino, a coincidência, o amor e o benefício da própria dúvida.
3 de julho de 2009
Inviáveis
- Fazer regime convivendo com uma “magra de ruim”.
- Manter o bom humor com um Shrek inevitável.
- Não rir ao ouvir dizer que o Sarney “só” está sendo acusado de... e por isso não merece ser afastado.
- Dormir com um mosquito que, como se não bastasse picar, também avisa.
- Não querer exibir o menino mais lindo do seu mundo.
- Não querer esganar a pessoa que joga seu sapo de pelúcia no outro sofá sem nenhuma gentileza.
- Não morder o pão com requeijão de alguém que fica exibindo ele sem dar atenção.
- Fazer postagens no blog quando não dá conta nem dos trabalhos emergenciais.
28 de junho de 2009
Da série - Esperteza pouca é bobagem, 349.056
_ Não.
_ ... Você sabe que eu tô parando. Estou fazendo o maior esforço, já diminui muito. Você está vendo o quanto eu tô tentando. Seja compreensiva. É só um. Olha, aquele maço eu comprei há 3 dias e ainda tem 17, 16 cigarros dentro. Agora, se você me disser que não me aceita do jeito que eu sou, que não me quer assim, que não pode me compreender e não vai morar comigo por causa disso... Aí eu vou ser obrigado a rasgar o maço.
_ Uhum. Só o maço, né? Os cigarros ficam.
_ Não! Os cigarros eu queimo todos! ...Um a um.
26 de junho de 2009
Do pesadelo:
No almoço:
_ Estou quatro quilos acima do meu peso. Preciso emagrecer.
_ Não precisa não. Você tá gostosa.
_ Ah... isso quer dizer que eu tô gorda, eu sei. É péssimo sentar na mesa assim, sabe?, e ver que a sua barriga divide em três partes. Mó triste...
_ Putz, é mesmo! Tipo pneu de bicicleta. Mas os meus já são de caminhão.
_ ...
________________________________________
Festinha de aniversário no escritório. Alguém acende a vela:
_ Nossa, mano! Que chama alta! Era pra ser assim mesmo?
_ É sim. Agora ela vai tocar música.
_ Olha, olha! Ela tá caindo! Vai queimar o bolo!
_ Não. Ela tá abrindo. É uma flor. Quando a chama grande acende as chaminhas das pétalas ela abre e começa a girar.
_ Vixe... Quem foi que trouxe isso?
_ Num sei, mas lá em casa a gente comprou uma vez e ela não parava mais de tocar essa musiquinha.
_ É mesmo! Tá tocando uma musiquinha...
_ Pois é. Ela só vai parar na marretada agora. Lá em casa a gente tacava ela no chão, tacava na parece e não parava. Meu tio teve que jogar num terreno baldio lá perto.
_ Que merda, hein?
_ É...
_ Só tomara que não estrague o bolo...
______________________________________
Numa recepção. Tevê ligada. Volume mudo:
_ Por quê é que tá aparecendo essas imagens? Alguém morreu?
_ Não sei...
_ O Michael? Jackson?
_ Não... não é possível...
_ É mesmo... Não deve ser, não... Quando a gente chegar em casa a gente vê o que tá acontecendo...
24 de junho de 2009
Inspirada pela inspiração alheia passada e retransmitida à testemunha de uma vida que é, no caso, eu mesma
O tempo é, existe. E, para existir, precisa de si. Ou seja, sua própria existência, assim como a de tudo o que existe, precisa do tempo. Porque o tempo passa e muda a natureza da existência das coisas que existem. Então, a existência precisa do tempo para se mover. Existência é movimento e para haver movimento precisa haver tempo. O real tempo que existe é só o presente. O passado não existe mais e o futuro não existe ainda. Mas é uma esteira aonde as existências vão passando, sempre num presente contínuo. Daí que o tempo não existiria se a existência não existisse antes ou simultaneamente, nem a existência existiria sem o tempo. Tudo seria estático. Sem tempo, sem existência, por isso sem movimento, então sem mutação, portanto sem evolução, involução, degradação, construção, reflexão, turbilhão, pulsação, dramas.
Mas o tempo passa.
Felizmente.
E a gente existe.
Prova disso é que você taí lendo o que eu escrevi num passado, falando sobre um futuro que já é presente enquanto você me lê.
[...E, pelas minhas contas, já faz um mês e um dia de um tempo...]
22 de junho de 2009
21 de junho de 2009
Emprestadas
"Somos algo e não tudo (...), incapazes de conhecer com segurança e de ignorar totalmente."
20 de junho de 2009
[?]
…e me pareceu um caminhão de incontestáveis amores... Mas daí lembrei que quase nada é incontestável...
...Depois me pareceu as voltas que a vida dá. Depois me pareceu burocracia.
Em seguida soou como erro meu. Depois seu. Depois nosso. Depois de nenhum dos dois. Depois nosso outra vez. Depois do deus ou do diabo, dos vizinhos, dos maus espíritos, das más vibrações.
Podia ser um pássaro, um avião ou só uma TPM. Podia ter sido qualquer coisa que se converteu num trovão que trouxe uma chuva torrencial e inexplicável.
Era uma brisa que virou um vendaval... E fogo que (nos) queimou em brasa. Podia não ter sido nada.
E não foi.
...Mais nada.
18 de junho de 2009
Memoráveis
“Antes da crise econômica mundial já tinha 10 milhões de crianças morrendo de causas ridículas e não era crise. 25 milhões de pessoas já morreram de AIDS e não era crise?”
“Quanto mais a gente destrói o meio ambiente, mais aumenta o PIB. Se as pessoas deixam de adoecer o PIB cai, porque isso é péssimo para os hospitais e as empresas farmacêuticas. Que medida é essa?”
“Se a caneta é minha e eu der para alguém, vou deixar de tê-la. Ela é uma propriedade. Mas o conhecimento, se eu passo para alguém não vou deixar de tê-lo. Toda a trama de impedir o acesso ao conhecimento é absolutamente surreal, porque o conhecimento não é corpóreo.”
Ladislau Dowbor
Para mais, acesse: http://www.dowbor.org/
16 de junho de 2009
Da série...
Sabe o que isso significa?
Significa que temos bois demais.
E você sabe porque temos bois demais?
Porque precisamos de carne demais.
E você sabe porque precisamos de carne demais?
Bem... eu posso pensar numa resposta óbvia o suficiente para não explicar porque é que mais de dois milhões de pessoas morrem de fome por dia no mundo, uma vez que precisamos e temos carne demais.
Aliás, temos até as consequências de tanta carne, ou seja, de tanto boi, portanto, de tanto pasto, logo, de tanto desmatamento.
15 de junho de 2009
13 de junho de 2009
Confidências
_ Por quê?
_ Eu e meu irmão estávamos lavando ela com Veja.
_ Ah... que horror!
_ A gente era muito pequeno...
_ Quando eu era pequena e minha mãe mandava eu chamar o elevador, eu me punha a gritar “elevadoooor”.
_ Essa porta do guarda-roupa caiu porque eu chutei num dia que tava com raiva.
_ Tava com raiva do que?
_ Ah... não tava achando meu bilhete único...
_ Você reparou em mim? Eu tenho um segredo...
_ E por que você acha que o céu é azul?
_ Por causa da forma como a luz incide na atmosfera.
_ ...
_ Não era bem essa a explicação que você queria, né?
_ Ah... eu tenho uma melhor!
_ (((ronco)))
11 de junho de 2009
10 de junho de 2009
[des.]Serviço
Depois de nossos preciosos esclarecimentos sobre as palavras esdrúxulas (ou seja, vindas das bruxas druidas) de nosso concebível idioma, amado, idolatrado, salve-salve português (Op. Cit. http://camilacaringe.blogspot.com/2008/10/ass-tchuri-tchurim-funflai.html), prestaremos os mesmos serviços às almas simplórias que precisam de semelhantes dicas em inglês sobre os famosos cognatos e mais. Anota aí:
fondle – indicação de local na outra extremidade da localidade de onde se está localizado. Ex.: “Onde fica o banheiro? – There! Nos fondles!”
key – aqui, pra cá. Ex.: “Give me the key!” = “Me dá isso aqui!”
nag – verbo negar na terceira pessoa do imperativo afirmativo. Ex.: “Nag até morrer!”
shove – sobre o clima (evidente). Ex.: “Hoje shove.”
whichever – exatamente o mesmo uso de “tchuri tchurim funflai”
boundary – bandalheira (para não dizer coisa pior). Ex.: “Politic is a boundary.”
Com um vocabulário rico assim você já pode até escolher se prefere ir pra New York City ou pro Texas. Ou pro Zimbabwe também, pode ser.
That’s all folks!
7 de junho de 2009
Um retrato - porque é possível dizer de si sem dizer nada, e é possível que alguém o ouça
Ele passou de cenho franzido numa sobriedade que beirava a apatia, mas não tenho certeza se isso tudo era ele ou se era eu, presa nos olhos de águia um pouco guiados por nenhuma transparência.
6 de junho de 2009
Tipo... sei lá... Percebe?
O ser humano é patético, o que se vai fazer?
O ser humano é a coisa mais patética, porque mais poderosa e frágil que Alguém já inventou.
Você pode tropeçar, cair, bater a cabeça na guia da calçada e morrer. Tenho uma amiga que perdeu a avó porque a senhorinha foi beber água, engasgou e morreu.
Quer dizer, mesmo os grandes-bostas mesmo, tipo Hitler, estão sujeitos a isso.
O próprio Elvis! O rei morreu, na verdade, de dor de caganeira, dizem as más línguas.
Patético!
Pateticamente frágil.
Irritante até!
Mas tudo isso foi pra dizer que... sei lá!
Tem dias que você não tem inspiração!
Simplesmente não tem!
4 de junho de 2009
"...E eu do meu lado aprendendo a ser louco..."
Por exemplo: acho risíveis expressões como "fulana está louca da cabeça". É possível ser "louco do pé"? Ou "louco do pâncreas"? "Louco do intestino delgado"?
Pode-se ser "louco de pedra", mas não "dos rins".
Por quê?
1 de junho de 2009
Por favor
31 de maio de 2009
Da série – Aventuras de T. Teixeira
Ele só queria uma coca light, juro. Mais nada. Nenhuma grande pretensão. Daí foi até a máquina de refri da estação Sé do metrô. Enfiou lá na seta uma nota de dois reais e apertou o botão uma vez. Por não vir refri nem nada, apertou de novo e de novo e de novo. Veio. Duas. Cocas. Mas ele só queria uma. E foi pra escada rolante:_ Moço, eu fui pegar uma coca, mas eu coloquei uma nota de dois reais e veio duas. Quer comprar uma? Eu vendo por um real.
_ Não.
_ Moço, eu fui pegar uma coca, mas eu coloquei uma nota de...
_ Não.

Vendo um sujeito evidentemente embriagado, com sua gatinha do lado, parado na máquina de livros, T. Teixeira pensou que um sujeito disposto a comprar um livro numa máquina de livros provavelmente iria querer um refri de uma máquina de refris. Segue diálogo:
_ Moço, eu fui pegar uma coca, mas... ... ... E eu vendo por um real.
_ Não. Por um real não. Eu só compro se for por dois reais!
(PAUSE na cena para processar a informação.)
...
(PLAY)
_ Mas é que eu já paguei dois reais e fiquei com duas cocas. Ou seja, foi um real cada uma. Então eu vendo ela por um real.
_ Não! Eu só fico se você aceitar dois reais!
_ Ah... tá bom então...
_ Feito.
T. Teixeira foi embora se lembrando daquela vez que colocou uma nota de dois reais na máquina em troca de uma fanta, na estação Paraíso. Naquela ocasião a máquina voltou troco de $1,60. Resolveu então, de uma vez por todas, admitir sua paixão por aquelas máquinas mágicas de refri. “Atualmente estou considerando a possibilidade de colocar uma dessas no meu quarto”, disse ele em off à jornalista desta postagem.
30 de maio de 2009
O mais rápido do mundo
_ Pois é...
_ Mas quanto tempo cês namoraram?
_ 3 horas.
_ 3 horas???
_ É... Assim... namoro, namoro mesmo, foi 3 horas. Mas a gente ficou junto duas semanas.
_ Ah...
_ É...
28 de maio de 2009
Humanos, demasiado
Ele entrou na loja de roupas e bateu na cabeça do manequim-menino como se fora gente, com uma simpatia humana e carinhosa pela criança que não era ali. Talvez identificação de si próprio no sorriso que jazia estatuado. Lembrei do Geppetto, Pigmaleão e mais histórias de solidão e de pseudo-gentes. Várias imagens entrecruzaram aquele testemunho. Inclusive a minha própria esculpindo (in)evitáveis expectativas.
26 de maio de 2009
Da série - Ajeitando as retinas
24 de maio de 2009
Interneterrifying
Tente fazer o teste: http://tech.yahoo.com/blogs/null/142366
Mais fotos? Não, tô legal. Obrigada.
22 de maio de 2009
21 de maio de 2009
Tava aqui pensando...

Arte: Mário César - Diário de bordo. http://www.masquemario.net/arquivo/2005/novembro_2005.htm
20 de maio de 2009
Diametral MENTE opostas
CHE
A farsa do herói
Verdades inconvenientes sobre o mito do guerrilheiro altruísta, quarenta anos depois de sua morte.

E na matéria as tais verdades seguiam. As li em voz alta:
Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível.
Palavras não de entrevistados, mas dos próprios... bem... não posso dizer jornalistas, péra...
Hummm... Dos próprios... seres... que escreveram essa... matéria? Não... Essa... essa... coisa.
A vovó ria de mim no sofá:
_ Ah! Mas ele era um assassino mesmo! Você que não conhece a história! Tá pensando que ele era um santo? Não! Não era não!
_ Tá, vó...
Isso me lembrou de um trecho da entrevista de Aleida Guevara para a revista Caros Amigos, em fevereiro de 2005:
“Liberdade de expressão? Mas venha cá, o que é liberdade de expressão? Estive na Europa muitas vezes e muitos jornalistas me entrevistaram. Entrevistas de até duas horas de duração, e depois publicaram: ‘A filha do Che está de passagem por Paris.’ Ponto, acabou. Ou, o pior, publicaram coisas que eu não disse. Ou outros que me disseram: ‘Não posso publicar a entrevista se não colocar a palavra regime.’ ‘Eu não disse regime, eu disse Estado Socialista.’ ‘Ah, se não mudo, não posso publicar.’ ‘Então não publique, mas você não pode mudar as minhas palavras.’ Isso é liberdade de expressão?”
Tá bom que comparar Veja e Caros Amigos é um bocado injusto da minha parte. Mas comparar o trabalho jornalístico não deveria ser, já que ambos se tratam de veículos jornalísticos.
_ Ele não prestava, Camila!
_ Tá, vó...
17 de maio de 2009
Da série: Como assim? - Menos óbvio impossível
Ele me perguntou, lentamente:
_ Você... é... brasileira?
_ Sou sim! Todo mundo me pergunta isso...
_ É... Seu português até passa por de brasileira...
16 de maio de 2009
restrained savage
14 de maio de 2009
Gente lesa gera gente lesa (?)
Isso me lembra de uma conversa que tive com um amigo há pouco tempo:
_ A sociedade nos oprime. Somos assim não porque queremos, mas porque a sociedade fez isso com a gente.
É claro que diante das fitas da Jane Fonda é fácil dizer o que você quer ser e o que você não quer, porque parece que ela existe só para você querer ser ela e não você (No caso de você ser mulher, é claro. No caso de você ser homem, desejará ter ela, ao invés de ser ela...). Mas até que ponto é possível chamar isso de imposição? Uma pessoa que nasce sob o signo do senso comum jamais pode se libertar dele?
Matrix, Huxley e Platão (para dizer o mínimo) já abordaram o tema e, mesmo assim, depois de um tropeção na história da humanidade ainda questionam(os) nossa capacidade de pensar em profundidade, sem contundo deixar de ver em extensão.
Se isso não é possível, como estamos “falando” sobre isso agora?
O quanto você quer sair do senso comum e deixar de partilhar conceitos com os quais não concorda?
“Toda a estrutura de poder se dá por um conluio” (F.Davis, 1979)
O quanto você colabora com a situação que o oprime?
O que o oprime?
Como reagir?
Rumo à sexta-feira!
Cerveja?
11 de maio de 2009
9 de maio de 2009
Shouldn't I give up even if it leads nowhere?
6 de maio de 2009
Episódio CVII - Preciosidades
_ Posso ficar com o troco?
_ Pra quê?
_ Pra comprar sorvete!
_ Pode, mas só se você for agora.
_ Tá!
Minutos depois...
_ Tó mãe. O troco.
_ Hum.
_ Mó bom esse sorvete...
_ Que bom. E cadê o leite?
_ Que leite?
_ O que eu pedi pra você comprar, Camila!
_ Putz! Esqueci lá!
_ Lá aonde?
_ Na padaria!
_ Mas você foi pra comprar leite e esqueceu?
_ Não! Não esqueci de comprar!
_ Então cadê? Você não disse que tinha esquecido lá?
_ E esqueci!
_ E daí, criatura???
_ É que eu não esqueci de comprar, mãe! Eu comprei, paguei pro moço, mas deixei o leite lá!
_ Então você vai ter que voltar lá pra buscar!
_ Ah... mãe!
_ Agora!
_ Posso terminar o sorvete primeiro?
_ Agora!
_ Mas é melhor outra pessoa ir no meu lugar. Vai que eu esqueço ele de novo...
_ Camila!
_ Tô indo... tô indo...
É. Só que eu tinha oito anos. Mas eu conheço essa com laranjas... adultas.
5 de maio de 2009
4 de maio de 2009
E é… a Virada
Sampa como Amsterdã por 24 horas.
O inferno na terra.
O pretexto da democratização da cultura como desculpa perfeita para a falta de políticas públicas sólidas e permanentes de fomento e acesso.
Entre assaltados e bêbados, todos sobreviveram. Até os atingidos pelo gás lacrimogêneo que, é claro, era metafísico. “Eso no ecsiste”, disse padre Quevedo em entrevista à Folha de SP. No editorial, o evento foi classificado como “virabranda”.
A gripe não chegou. Ainda. O vírus está encubado. Mas não se preocupe. Somente 4 milhões de pessoas compareceram à Virada Cultural, ainda segundo a Folha de SP.
Sampa como Amsterdã por 24 horas.
E não deveria ser à toa que moro no Brasil.
2 de maio de 2009
Irmã
Dia desses ela perguntou:
_ Cá! Você concorda que “o ódio é uma forma estranha de amar”?
_ Uhum.
_ Concorda??? Por quê?
_ Porque a medida de tudo é o amor. Tudo o que existe é realizado com mais ou menos amor. Mas tudo é amor.
_ Não... O ódio é a falta de amor!
_ Esse conceito é igual o frio. O frio não existe. O que existe é a ausência de calor. E, mesmo assim, nunca existe uma ausência completa. Por exemplo, quando estamos à zero grau, isso significa que não está calor, certo? Mas poderia estar fazendo -10 graus. Ou, -20. Ou, -50. Sempre pode ser mais frio. Isso quer dizer que sempre existe um pouco de calor que ainda pode ser subtraído. É o mesmo que acontece com o amor. Pode ser que você sinta mais ou menos amor por uma coisa ou por outra, por uma pessoa ou por outra, de acordo com as suas preferências, com a sua capacidade de identificação. Mas a sua relação com o mundo é de amor. De mais ou menos amor. Por isso, de mais ou menos cuidado, de mais ou menos importância, de mais ou menos afeto. Mas a medida é sempre o amor.
_ Mas não pode ser, Cá! E quando você odeia alguém e mata?! Você não pode matar por amor! Isso não faz sentido!
_ É mesmo? Então pensa assim: como é que você sabe quando você ama alguém?
_ Ah... porque aquela pessoa é importante pra você...
_ Humm... E você se daria ao trabalho de matar alguém que não tivesse a menor importância para você?
(((sorriso)))
_ Ai, péra! Tchô pensar!
_ Uhum.
_ ...Mas... então... as pessoas matam por amor??? Essa é a justificativa?
_ As pessoas matam porque não sabem realizar o amor que sentem de uma maneira saudável e equilibrada. Daí, quando desequilibram a si mesmas, desequilibram também a situação toda, o contexto. E atingem a pessoa que amam de forma destrutiva, ao invés de construtiva. Isso não quer dizer que não haja amor. É só que existe uma situação em desequilíbrio. E não importa por que tenha havido o desequilíbrio. É claro que quem atenta contra uma vida deve ser responsabilizado e punido. O amor não pode justificar um crime como esse. O que estou tentando dizer é só que as relações humanas não são tão simples.
(((sorriso)))
_ Ah... tá... É... não sei... Preciso pensar mais!
_ Tá bom! Mas lembra que você pediu minha opinião, certo?! É só o que eu acredito. Mas... qualquer coisa tô aqui!
(((sorriso)))
1 de maio de 2009
Primeiro de maio…
Isso me lembra a escravidão, as condições de trabalho, os salários risíveis, as luzes brancas de escritório, o cara que me assaltou esta semana e o show do FarUfyno.
Show do FarUfyno com a Fabiana Cozza. Taí uma coisa legal. “Trabalhadores do mundo, uni-vos!” Vai ter samba hoje!
29 de abril de 2009
Rapidinhas
Na rua Augusta, em Sampa, existe uma casa de facilidades (serviços femininos, ou seja, de fêmeas) que se chama "Las Jegas". Como tem o artigo definido no plural “las”, presume-se que o nome seja em espanhol (pronúncia = las rêgas). Mas tanto em espanhol quanto em português (jégas) o nome é sugestivo (apesar de que a tradução seria algo auspicioso como "jargão", "gíria"). Sacada de gênio, hein?!
_____________
Você investe num celular bacanoso. E é roubado na 25 de Março. Aí você ganha um, que cai e quebra. Aí você ganha outro... que escorrega do seu bolso e fica no ônibus depois que você já desceu e o motorista arranca, enquanto você dá um aceno saudoso de adeus pra fumaça. Daí você ganha mais um, que cai do bolso do seu amigo quando ele vai pro bate-cabeça. E você ganha mais outro... que é levado num assalto. Tudo isso em dois anos. Conclusão = celulares são descartáveis.
_______________
Você pula, sacode e finge dançar das 22h até às 4h com um salto de 10 cm. No dia seguinte não consegue andar e tem câimbras consecutivas. Experiência didática. Tomar nota: procure se lembrar de que é humana da primeira taça em diante e siga pensando com carinho nas próprias panturrilhas.
_______________
Você é paciente, é educado, é compreensivo, é racional. Batata: no dia que você se enche e dá chilique as pessoas correm pra você, dizem o que você precisa ouvir para se acalmar, afagam seu ego, aprimoram seu estado de espírito. Mas primeiro têm que te enlouquecer. Pra depois consolar.
Pffff
Foi bom pra você ou quer mais?
27 de abril de 2009
26 de abril de 2009
(((suspiro)))
A música tocou mais alto, tocou ao redor todo e tocou dentro, quando as portas se abriram e fizeram surgir a noiva, naquela luz da noite onde ela brilhava. O sorriso cintilava para cegar os sentidos e as testemunhas perderam a compostura. Ela flutuou ritmicamente até o altar e superou com elegância o peso daqueles olhares todos na direção da sua leveza. Era iluminado aquele branco que lhe vestia e o noivo sorria... sorria...
A despeito da franca simplicidade a felicidade era complexa demais para caber nos limites da compreensão lógica. Não era racional. Não era lógica aquela magia. Um ritual, depois o outro. Discursos eloqüentemente breves. Tilintares de taças, suores de danças, amores indizíveis entre amigos. Brindes. E uma nova vida começou para dois de nós.
http://coolbride.blogspot.com/
Mas o dia seguinte serve pra você se dar conta: os amigos começaram a se casar. Isso deve significar alguma coisa...
25 de abril de 2009
Descobertas da vida - uma revolução em 10 segundos
_ Hum?
_ Existe… alguma… coisa… além de homem e mulher?
_ Como assim?
_ Ah... existe homem, mulher... e quê mais?
_ Mais nada!
_ Nada?
_ Nada! Quer dizer... existe sim!
_ Existe??? O quê????
_ A Careca!
A menina olhou para a boneca bebê em seu colo e constatou, de olhos arregalados, que de fato não poderia enquadrá-la em nenhuma das características masculinas ou femininas já observadas. E ficou brava consigo mesma, por não ter percebido antes.
Essa menina era eu. Aos 3 anos de idade.
22 de abril de 2009
21 de abril de 2009
Insustentável peso do ser
Necessidades prementes de adequação e segurança urgem de dentro pra fora. E de fora pra dentro o peso de uma bigorna lançada do sótão onírico ao porão imediato esmaga aquela que se debruçou no pára-peito de seu próprio peito, olhando para fora de seu coração...
19 de abril de 2009
17 de abril de 2009
16 de abril de 2009
PoliDez
No começo pode parecer complexo, mas é quase intuitivo, óh!:
_ Com licença. Boa noite. Você vai usar esta cadeira? Eu poderia pegá-la emprestado, se não for um incômodo, claro?
A esta aproximação polida, dificilmente alguém responderia:
_ Eu sentei nesta mesa primeiro, logo, este é meu território e, tanto a mesa quanto as quatro cadeiras fazem parte do que é meu por direito (face negativa, bens materiais/simbólicos). Então, idiota, não importa se eu vou usar ou não. É meu. Cai fora.
Não, não. Claro que não. Ao menos não numa situação de sanidade mental comprovada!
Da mesma forma, é pouco polido (lítote) dizer “fecha ae a janela!” em comparação com “você poderia, por favor, fechar a janela pra mim?”, embora a primeira mensagem seja mais direta e clara.
Não custa nada cuidar para que nossas interações sejam elegantes e, por isso mesmo, mais interessantes, construtivas e seguras, não é mesmo?
_ Vai ae, mano! Fala manso senão eu te dou um soco no meio da fuça, tá certo? Falei? Experimenta bancá o mandão, vai! Cê vai ver só! Nunca mais falo com você! Cuidado aí com os decibéis! Baixa a voz que não sô surdo, não, mané! Cê pensa que é quem, hein?! A gente não vai fazer Press Kit do Ovelha nem do Wander Wildner coisa nenhuma, não, nêgo. Pode esquecer. Não e não! -> Exemplo de alguém pego em pleno ato lingüístico eloqüente em proteção à sua face positiva (imagens valorizadoras de si). Qual a chance de sucesso da argumentação?
15 de abril de 2009
Fez-me sorrir
Costumo ficar bem feliz quando alguém parece notar o conteúdo nas paredes e absolutamente chocada quando alguém pára, ainda que por breves segundos, para ler. Mas o que vi esses dias foi extra-surpreendente e ficou além da minha capacidade de deslumbre: um senhor, insatisfeito em só notar e também em ler com acuidade os trechos nas paredes, trouxe para o metrô um banquinho, gente! Um banquinho próprio, no qual se sentou, acomodou-se e se pôs a copiar as partes que mais o agradavam.
À medida que terminava um pedaço ele avançava com o banquinho, de ladinho, rampa acima e abaixo, pr’um lado e pro outro. E seguia anotando tudo, prestando atenção e desenhando as letras devagarzinho num caderninho.
Êxtase.
Sim. O mundo ainda tem jeito.
13 de abril de 2009
De um passado remoto sem testemunhas
_ Não vou mais te beijar!
_ Vai sim!
_ Não vou, não!
_ Vai sim!
_ Não!
_ A gente vai dormir no mesmo quarto!
_ E daí?
_ E daí que eu vou te atacar a noite!
_ Não vai!
_ Eu vou!
_ Eu posso garantir que não!
_ É mesmo? Eu gostaria de saber como!
O menino sobe as escadas e volta, alguns segundos depois, falando numa voz abafada:
_ Eu vou dormir assim, óh! :
_ Ok, ok. Entendi. Eu devo ser mesmo uma pessoa altamente evitável.
12 de abril de 2009
pausa/ semi-breve
O silêncio é o espaço entre um barulho e outro enquanto eles tomam fôlego. Um respira porque parou. O outro para tomar coragem de começar.
O mundo por aqui tem suspirado pouco ultimamente.
Parece que a natureza frenética já está ficando sem ar. E o que faremos quando começar a sufocar?
10 de abril de 2009
(in)de codi ficável
Linguagem é vício.
Vício, hábito, limite, fardo, prisão, repetição, combinação, ornamento, conciliação, significação, resignificação. A linguagem é eco, eco, eco, o o o o ..
As linguagens, viagem, agem, língua, íngua, margem (de um rio de pensamento feito verbo) é vício. De um norte, morte ao acaso e à cria. Repete, repete, repete feito repente ecoando, ecoando, ecoando o mesmo verbo pros ouvidos certos.
Por quê o mundo só tem dois pólos? (o frio e o piegas)
9 de abril de 2009
Estratagema
_ Camila.
_ Sobrenome?
_ Caringe.
_ Caringe? Hum… Tipo “faringe”, só com que “c”.
_ ...
_ Tipo “laringe” também, né? Hehe...
_ Olha, sabe o que é? É que eu parei de rir dessas piadinhas quando eu tinha 6 anos. Mesmo por educação, não dá mais pra rir. Você tá 16 anos atrasado para a minha tolerância simpática e é o babaca número 1.347.803 da minha lista que faz esse tipo de piadinha. Isso sem contar, é claro, os piadistas que não foram contabilizados porque eu ainda não era alfabetizada ou sequer nascida, mas meus antepassados já sofriam a inglória. Então será que você poderia, por favor – e veja que estou sendo educada –, fechar essa boca grande e fazer o que tem que fazer???
_ Nome?
_ Camila.
_ Sobrenome?
_ Caringe.
_ Caringe? Hum… Tipo “faringe”, só com que “c”.
_ ...
_ Tipo “laringe” também, né? Hehe...
_ ...
_ Você tem muitos problemas de garganta ou coisa assim?
_ Ah, sim... Sofro disso E coisa assim. Mas os problemas psicológicos são bem piores.
_ Ah, é? Que tipo de problemas...?
_ Transtorno bipolar e neurose psicótica. Estrangulei meu vizinho na última de TPM. Um problema mesmo...
_ Ah... Puxa... Que coisa... Bem, então... tá. Desculpa qualquer coisa aí, hein, senhorita?
_ ...
7 de abril de 2009
6 de abril de 2009
Prazer
5 de abril de 2009
Tomar nota
A palavra "despedir" me lembra "despir", até porque, toda a despedida é uma espécie de despir. Toda vez que se despede, você despe uma verdade racional. "Uma" porque é sempre a mesma, e não porque é indefinida.
O karaokê fecha quando o sol nasce e o sol nasce quando a noite acaba. Multiplamente aplicável.
É hora de desp(ed)ir.
[Despe d ir]
E alguma coerência engole a cigana doida.
3 de abril de 2009
1 de abril de 2009
Boas Novas

Alguém me contou, por meio das palavras de um outro alguém, sobre pessoas que tocam um mesmo instrumento e uma mesma música no caminho de sua existência, apesar de estarem apartadas fisicamente um mais do que um muito.
Eu não sei muito bem como foi, só sei que foi assim. Eu escuto daqui, ela escuta de lá, da outra ponta deste país que não é pequeno. Ela sorri de lá, eu sorrio daqui. A música, de um jeito mágico, soa nos nossos ouvidos e, desconfio, enche de graça nossos dias.
Joey Marrie só procurava uma clave quando encontrou uma orquestra. E não há melhor achado do que os sem-quereres da vida.
*****
31 de março de 2009
Quando o invisível nos salta aos olhos
Desistido de entender sua própria realidade, mas também a outra que não era a dele, não entendia mais nada, e nem queria mais.
A temerança substituiu a temperança e era somente com ela que ele batia de levinho, a mãozinha fraca no vidro fumê que acelerava um pouquinho à sua aproximação. Só por higiene, nada pessoal.
Quem tinha a sorte de vê-lo, passando bem diante dos faróis, notava logo a desdita e desviava a mirada. Outras poluições eram bem menos desagradáveis do que aquela, inútil que era, pousada num ser sem banho.
E os passinhos seguiam cambaleando o ser, equilibrando uma existência em quase nada, no meio fio da falta de valor. Afinal, que valor pode ter alguém sem banho e sem mais moedas a não ser as que lhe dão? Nenhum, é claro! O valor de alguém vem das moedas que tem e alguém que tem moedas decerto teria um banho também.
O rostinho apagado e puído, escondido numa fragilidade vergonhosa e envergonhada, mal podia deixar que seus olhos se mostrassem àqueles a quem olhava sem ver.
Como se vestisse um saco de pão e um sapato antes gasto do que jazia agora a seus pés, tudo lhe ancorava e lhe desistia. Até que o semáforo, corado de falta de jeito e desaprovação, aliviou-se em permissão para que todos se livrassem de tamanho constrangimento. Todos, menos um. E aquele semáforo entendeu a relatividade de Einstein em menos de um segundo.
30 de março de 2009
Da série - Histerias Urbanas, claquete: 3
Na altura da altura preferida dos camelôs alguém grita:
_ Óia o raaaapaaa...!!
Pause na cena.
Imaginando que você, leitor, é uma distinta senhora parada numa barraca de dvd’s, o que faria?
Bem, eu não faria isso:
_ Ai, quer ajuda?
Pois é. Ela fez.
Por falta de jeito não parei na calçada para acompanhar o desenvolvimento da cena. Mas, obviamente, fiz várias simulações mentais da réplica:
_ Quero. Metade metade. Corre pra baixo que eu corro pra cima. A gente se vê aqui depois!
Ou então:
_ Sim. Isso seria ótimo. Faz assim: quando os policiais chegarem diz que tudo isso aqui é seu, por favor.
Ou ainda:
_ Tá. Pega na outra ponta que eu pego nessa. Vâmo corrê pra lá! Rápido!
Ai ai...
Acho a solidariedade uma coisa tão bonita...
(((suspiro)))
28 de março de 2009
Domesticada e assistida
Mas é claro que levo em consideração padrões de produção menos massacrantes e, por isso mesmo, mais humanos e menos lucrativos. Fazer o quê? Não se pode ter tudo.
Quando as máquinas não existiam precisávamos trabalhar muito para sobreviver. Mas, agora que elas existem, precisamos trabalhar muito para sobreviver. Se fazemos muito mais em muito menos tempo, por que trabalhar tanto e criar tão pouco? É claro que estou partindo do pressuposto onde a atividade remunerada que atende ao anseio do talento, da criação e da inclusão é privilégio de poucos e, obviamente também, não estou dizendo nenhuma novidade.
Se esse trabalho não atende princípios humanos básicos de uma relação social saudável, por quê mantê-lo? Sim sim, claro. Mantê-lo para manter-se.
A liberdade não parece pouco provável, olhando por essa perspectiva?
27 de março de 2009
Boi na linha
“Parabéns, apesar de você comemorar a morte do meu pai. Rs. Saudades. Te amo. Parabéns.”
O número do remetente me era desconhecido.
Passei o dia recobrando minhas memórias, contabilizando todas as mortes que eu já comemorei na vida. E o parabéns? Será que foi alguém que confundiu 18 de dezembro com 27 de março? Razoável... Mas e o “eu te amo”? Me ama? Quem me ama e eu não tô sabendo???
À noite, outra:
“Não vem, não?”
Não. Sem saber quem é, não vou. Quer dizer... até vou. Pelo meu caminho.
Eu, hein?! Gente doida...
26 de março de 2009
MENOSprezanDoTe(s)
Da mesma forma que a vassoura. Eu teria de inventar um jeito de tirar o pó e puxar a sujeirinha seca do chão e pensaria em algo próximo de uma vassoura, mas talvez tivesse um nome mais bonito e original, tipo vassujeira.
Se o dicionário não existisse, eu daria um jeito de catalogar as palavras eu mesma, uma por uma. Já comecei este trabalho quando eu era pequena, a fim de contar as palavras conhecidas por mim, mas desisti quando cai nos verbos conjugados e vi que já tinham feito isso no livro de português da terceira série.
Se a música, a dança, o piano, a deusa, o deus, a política e o miojo não existissem fatalmente eu teria que inventá-los.
E eu inventei a anarquia produtiva, mas só consegui implementá-la no meu quarto, por enquanto.
Quando os burocratas descobrirem que funciona, vão procurar pelos meus descendentes e contemplarão meu jazigo. Mas será tarde demais para aflorar os talentos e amores perdidos na papelada.
24 de março de 2009
Só o essencial
23 de março de 2009
Estética, pra quê te quero?
_ É... é bonito. Bem bonito. Eu gostei. Fica com ele!
_ Gostou?
_ Adorei!
_ Você levaria?
_ Ah... sei lá... Eu acho bonito, mas não pra mim.
_ Como assim? Se não usaria porque tá dizendo pra eu levar?
_ Ah, porque fica bem em você!
_ E por quê fica bem em mim mas não serve pra você?
_ Sei lá. Não combina comigo eu acho. Gosto de coisas mais sofisticadas...
_ Tá me chamando de rampeira?
_ Não... é só que prefiro salto alto, bico fino e fivela do lado.
_ Tem razão. Esse é horrível!!!
_ Não... combina com você.
_ Por quê? Eu também sou horrível?
_ Não. Você é bonita e o sapato é bonito. Só estou dizendo que os meus valores estéticos perpassam meu repertório histórico-cultural, ou seja, estou atrelada ao julgamento de minhas percepções que dependem do meu tempo e espaço. E, embora estejamos divindo o mesmo tempo e espaço neste momento, não foi sempre assim. Logo, o julgamento estético que faço desse algo que é o sapato faz com que eu conclua que ele não reflete minha personalidade, o que não significa que não faça o mesmo por você, já que sua percepção estética é diferente, uma vez que sua interação com o mundo foi diferente, a partir de suas experiências únicas. Fica com ele.
_ Engole isso. Não quero mais nada, dona personalidade. Idiota. Nunca mais saio com você.
_ Nossa... que perceptus sensível... e que resposta agressiva...
_ Cala a boca!
22 de março de 2009
Reflexivo
Se a vida de outra pessoa está em perigo você tenta salvá-la.
Se a vida de alguém que é a sua própria vida está em perigo você tenta salvar-se.
19 de março de 2009
18 de março de 2009
Tcharãããããmmmmm
Para quem tiver coragem de ler uma lauda inteirinha, um presente num clique:
Quem não tiver pode só votar na nova enquete destes Dados. Eu posso conviver com isso.
17 de março de 2009
Já basta
Qual é o aumentativo de compreensão?
E de chão?
E de solidão?
Para algumas palavras não cabem aumentativos.
Assim como para outras não cabem diminutivos.
Para quê dizer que um ninho é menor do que já aparenta?
E para quê dizer que o fino é fininho?
E que o carinho é zinho?
Da mesma forma algumas palavras já nascem prontas e não pedem mais.
Por exemplo: cotonete. Qual é a necessidade de alguém enfatizar que se trata de um cotonetinho ou um cotonetão?
_ Por favor, você tem cotonetes?
_ Sim. Na terceira prateleira.
_ Ah... não... esses são muito pequenos. Pensei em cotonetões.
_ Não, não. Só temos P.
_ Então não serve, obrigado.
Isso seria o mesmo que tentar explicar o quão grande é a amplidão.
Ou encontrar variações de amizade.
Amizadão? Amizadinha?
Amplidão.
Amizade.
Sozinho.
Título.
16 de março de 2009
14 de março de 2009
DeLIBERADAmente
Acho particularmente irritante quando alguém responde a uma pergunta com outra pergunta que não vem ao caso para a resolução da primeira dúvida.
Assim:
_ Ivan, tem roupa pra lavar?
_ Quando?
Mon Dieu, que diferença faz quando a pessoa que perguntou vai lavar??? Primeiro que se ela perguntou, é lógico que está na iminência da necessidade da resposta. Segundo que, mesmo se for lavar depois... Não dá pra só responder???
_ Você me ama?
_ Sim.
É mais fácil!
...Embora nada garanta a honestidade...
Mas daí é uma outra dúvida...
_ Sério? E como pode ser isso se você faz questão de aparentar não estar nem aí pra mim?
_ Ah... estão sendo dias difíceis... muito trabalho...
13 de março de 2009
Desencanto em looping eterno
12 de março de 2009
11 de março de 2009
He said
Oh, Baby, I don't feel so down
Oh, and turned me off
When I feel left out
So I, I turned around
Oh, baby, I don't care no more
I know this for sure
I'm walking out that door
10 de março de 2009
Sobre alguém que não é um re-luz-ente
Ela fazia questão. Absoluta questão de permanecer lá, entre todas as outras, esperando pelo ônibus, embora.
Muito embora ela não fosse, nem iria, não importava o ônibus.
Ela não queria um encaminhador, queria um destino primeiro. O modo de se chegar lá poderia ser pensado depois.
Mas ela? Ela não. Pensava. Não pensava.
Pensar em quê se caminho não tinha? Nem destino tinha! Nem um como! Nem por onde! Nem mais nada! Nem vontade! Nem certeza! Nem dúvida tinha! Tamanha era a vontade de sequer ter vontade e não tinha!
_ Nada?
_ Sim.
Sujeira entre as unhas tinha.
Algo cinza que maculava sua pele negra, tinha.
Seu compasso desritmado por alguma dor também havia.
Um adormecimento - meio proposital, meio sem querer - dos sentidos também acontecia.
E sim, claro.
Também aquela falta de brilho indecifrável que a acometia.
9 de março de 2009
8 de março de 2009
Culp(h)abilidade
Minha cor, meu cabelo, minha origem, meu sexo.
Eu não escolhi.
De qualquer forma, ninguém se lembrou da comemorável condição feminina quando do veto, da fuga, da queima.
Direitos humanos são conquistas. E estas sim merecem comemoração.
Mas não é disso que nos lembra o Boticário, a C&A, as floriculturas, os restaurantes, os comentários...
_ Parabéns!
_ Valeu. Pra você também.
_ Mas eu sou homem.
_ Pois é. Eu não tenho culpa. O que estávamos falando mesmo? Ah... sim...
6 de março de 2009
Twilove
_ Lindo!
_ Incrível!!!
Olhei direitinho na direção da banca. Será possível que essa farra toda é pelo salgadinho Torcida?
_ Ahhh... Tenho um pôster!
Será que a Ruffles lançou um pôster da batata?
_ Suuuuuper legal...!!!
...E o grupo saiu da frente, deixando visível a face do Edward Cullen na capa de uma revista para adolescentes.
_ Hum. Tendi. É. Faz sentido.
5 de março de 2009
Cas(u)ais
_ Um milhão de beijos???
_ Ixi! É mesmo! Me perdi! Vâmo tê que começá denovo.
Um beijo... (smac!) Dois beijos... (smac!) Três beijos... (smac!) Um milhão de beijos... (smac!) ...E me perdi.
3 de março de 2009
_Baseado_em fatos reais
A visão do oasis me fez imaginar que estava tendo alucinações.
Os pés afundavam na areia seca e o sol parecia fogo nas pontas castanhas do cabelo que o vento parco tentava soprar.
Era um silêncio surdo e eu não sabia se eram os meus sentidos falhando ou se, de fato, nada ao redor emitia som, a não ser um provável fritar. E era eu, tostando na duna.
Um insetinho surgiu e sumiu na poeira amarela. Eu andava para aquela paisagem que às vezes estava, às vezes não.
_ Bom dia!
_ São dez da manhã e estamos 33 graus longe do zero. Como ter um bom dia?
_ Legal. Podemos ir direto para a segunda má notícia do dia?
_ Ao meio-dia estará pior.
_ Terceira?
_ Tenho que ir ao banco na hora do almoço.
_ Quarta?
_ Só teremos uma frente fria na quinta.
_ Quinta?
_ Sim. Quinta-feira.
_ Quinta má notícia.
_ Ah... sim... Não terminei aquela matéria ainda.
_ Você tem uma hora.
_ Sexta.
_ Vai lá!
_ Já foi. A sua. Tenho uma hora só.
_ Ah... é mesmo! Manda bala.
_ Fechamos a semana, hein?!
_ É. Já deu, né?
1 de março de 2009
Da série - ErrOr Fatalll... BUUUM!
E isso pode parecer muito pouco.
Ou muito muito.
Para uma modelo é quase fim de carreira.
Para uma jornalista é só o começo do princípio.
Para namorar um menino de 17 anos é muito.
Para ser presidente é pouco.
Mas eu tenho 22 anos.
E nenhuma intenção de resolver essa ambiguidade discursiva.
Nem a léxica:


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