17 de agosto de 2013

Da gaveta


Antonio Carlos Malheiros é Desembargador e Coordenador do departamento da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mas faz ainda hoje o que fazia na adolescência. Aos 13 anos começou em projetos de reconhecimento de favelas. Esta é, aliás, sua recomendação aos novos magistrados: “Para que entendam de justiça, eles têm que estudar no grande livro da vida. Vão encontrá-lo na poeira das ruas, no chão enlameado das favelas, nos esgotos dos cortiços, no pátio da Fundação Casa, nas celas do nosso falido sistema carcerário e na solidão dos hospitais. Caminhando, sentindo o gosto da lágrima das pessoas, eles poderão desenvolver um bom trabalho.”

Qual é sua opinião sobre a internação compulsória? 

Não dá resultado. Internação compulsória é um pronto socorro. No momento em que a pessoa está morrendo, com tuberculose, aids, sífilis, extremamente magra, fumou todas as pedras possíveis de crack, o médico fala “olha, interna”. [...] Ou seja, pra você não morrer agora estou te internando na marra. Mas vai ficar quanto? 15 dias, um mês, dois meses? Muito complicado. Até porque, contra a vontade ninguém vai deixar de usar droga. É preciso querer. Pra pessoa querer tem que ser feito um trabalho, talvez em meio aberto, para em algum momento a própria pessoa falar “péra, me interna, porque agora eu entendi, eu vou tentar mudar, eu quero”. Daí começa a surtir algum efeito.

Mas o argumento do Estado, das políticas públicas que alimentam a ideia de que a internação compulsória pode resultar, é justamente de que as pessoas que frequentam a Crackolândia já estão em situação emergencial. Na sua experiência, elas estão? 

Nós encontramos alguns que sim. Outros tantos não. Para esses outros vale muito mais tentar um convencimento. [...] Mas a internação compulsória é o que a sociedade quer, porque não importa se é bom, se é ruim. “O que eu não quero mais é sair da Sala São Paulo, depois de assistir aquele belo concerto, maravilhoso, e topar com essa multidão de zumbis na minha frente. Ou seja, se você desaparecer com eles amarrando uma pedra e jogando no fundo do mar, tá ótimo. Se você quiser levar pra sua casa, tá ótimo também. O que eu não quero é encontrar mais esse lixo humano na minha frente”. Assim pensa 90% da população, esses mesmos 90% que querem a redução da maioridade penal e que não ligam a mínima pra saber porque aquele cara se tornou tão violento. [...] Então, a movimentação, se a gente deixar, é sempre higienista.

[...]

Muitos projetos, embora sejam bem executados, são pontuais. Não há continuidade. A criança é acolhida, mas quando se torna adolescente já não tem mais acolhimento, ou completa 18 anos e...

Exatamente. Você tem toda a razão. O tal do day after. O dia seguinte é o que nos mata. A gente até tem planos bacanas. Pega daqui, tira dali, põe pra lá. E o day after? [...] Se a gente não conseguir fazer isso, é fácil: “Eu vou voltar pra rua e vou acender um cachimbinho. Até porque, esse cachimbinho dá um prazer extraordinário e anestesia essa grande dor de mágoa, de frustração, de ódio.”

As iniciativas contra as drogas falam pouco dessa questão do prazer. As drogas têm apelo e isso não é discutido. 

Com certeza. A droga dá um prazer fantástico. Mas qual é o preço dessa viagem? Pode ser a sua vida. Mas enfim, naquele momento que eu tô com fome, lembrando da minha mulher que partiu porque não me aguentou mais, dos meus filhos que foram com ela, quando estou sozinho, perdi casa, perdi tudo, perdi emprego, “ah... eu vou acender um cachimbinho aqui que vai me melhorar”. Se eu estivesse numa condição de rua, provavelmente estaria fumando crack também.

O que falta para as nossas políticas públicas serem mais articuladas? Qual é o problema? É a burocracia, são os governos locais, é o governo federal? 

Falta de vontade política e de coragem, de dar a cara pra bater, de falar “olha, nós não temos vagas, vamos ter que destinar recursos pra isso, vamos tentar”. Falta humildade na fala. Perde voto quem for sincero. Mas falta alguém dizer “não tem importância. Eu vou começar a fazer uma política diferente.”

16 de julho de 2013

Da série - Rascunhos

[UM CARTOON: COISA DE PAI]


5 de julho de 2013

Armadilhas


Có-có-córóóóóó!!! 
Có-có-córóóóóó!!! 
Có-có-córóóóóó!!! 

Ecoou um galo dentro do quarto urbano. A medida que ficava progressivamente mais alto na madrugada seca, o esguelamento passou a inviabilizar os sonhos do pastor, que se levantou sonâmbulo na direção do bicho. Apertou um botão e a tela explodiu clara nos olhos semicerrados: 

98 + 17 = ? 

Tentou pensar rápido com aquele som de galo inundando a cabeça. Outra: 

7 x 8 = ? 

Suspiro. E o galo berrava. A última: 

64 ÷ 5 = ? 

Deitou. Voltou a gozar da paz e do silêncio celestial criado pelo espírito de Deus que pairava sobre as águas no princípio do mundo, antes da invenção dos anjos e dos santos que... 

Có-có-córóóóóó!!! 

Esgotaram-se os dez minutos de devaneio. Abriu os olhos e encontrou o galo na mão. Tentou desativar. Não pôde. Tentou a opção “soneca”. Sem chance. Na tela o contador: 

DÊ 15 PASSOS 

O galo aumentando. Estava frio. Resolveu trapacear. Chacoalhou o celular na mão, da cama mesmo, como quem caminha. 

1... 2... 3... 4... 5... 6... 7... 8... 9... 

FRAUDE DETECTADA 
COMECE DE NOVO 

1... 2... 3... ... 11... 12... 

FRAUDE DETECTADA 
COMECE DE NOVO 

Quem entrasse no quarto flagraria o pastor transtornado, sacudindo um celular no ar, com os cabelos desgrenhados, em sua cama quentinha, ao som de um galo fantasma a plenos pulmões antes do amanhecer. 

Conseguiu, por fim, calar o galo e conquistou mais dez minutos do deleite sagrado. 
Mais dez minutos do deleite sagrado. 
Mais dez. 
Chegou atrasado na empresa novamente aquele dia. Foi honesto: 

__ É que o despertador não funcionou.

10 de junho de 2013

A novidade


4 de maio de 2013

Da série - Rascunhos

[GUILHERME TÉO NÃO ERRA NUNCA!]





















18 de abril de 2013

Existe sim


Fui em direção à porta. O guarda também:

__ Ah... está trancada?
__ Não. Mas a senhorita acha que não existe mais cavalheirismo? – e abriu pra mim.

16 de abril de 2013

Do difícil


Já faz um tempo, fui almoçar reparando nos anúncios do caminho: park, nail care, hair stylist, drinks. No menu do restaurante, duas opções de omelete. Chamei o garçom:

__ Um omelete de queijo, por favor. E feijão.
__ Um omelete de queijo?
__ Sim.
__ Só de queijo?
__ Sim.
__ Mais nada? – com expressão de incredulidade.
__ Não.
__ Espera. Ô fulano! Olha, ela pediu um omelete só com queijo e quer trocar o resto por feijão!
__ Não, não. Não foi isso que eu disse. Eu quero o feijão à parte, uma guarnição. E um omelete simples.
__ Só com queijo! Sem mais nada!
__ Sim. Só com queijo.
__ Nem salsinha! – gritando pro outro.
__ Pode ter salsinha.
__ Ah! Então queijo, presunto, salsinha...

Peguei o menu pra apontar:

__ Vamos lá: existem dois tipos de omelete aqui. O Completo e o Misto. Eu quero o misto. Só que sem presunto. Feijão à parte.
__ Ah...

Esses dias, o cavalheiro lutava pelo nosso desjejum.

__ Um queijo quente, por favor.
__ Prato?
__ Um queijo quente.
__ Só tem prato.
__ Sim, mas é quente?
__ O queijo é prato.
__ Tá. Mas pode ser quente?
__ Sim. Quente.
__ Então tá.
__ Então o queijo prato quente?
__ Sim.

E tentou o café:

__ E um café com leite.
__ Café?
__ Sim. Com leite.
__ Com leite?
__ Isso.
__ Café com leite?
__ Sim.
__ Médio?
__ Isso.
__ Ou pequeno?
__ Médio.
__ Café com leite?
__ Sim.
__ Médio, né?
__ Isso.

Imagina se a gente fosse pro drink:

__ Um dry martini, por favor.
__ Martini?

(((suspiro)))

A amizade. Por que se é amigo de alguém? Para mim, é uma questão de percepção. É o fato de... Não o fato de ter idéia em comum. O que quer dizer “ter coisas em comum com alguém”? Vou dizer banalidades, mas é se entender sem precisar explicar. Não é a partir de idéias em comum, mas de uma linguagem em comum, ou de uma pré-linguagem em comum. Há pessoas sobre as quais posso afirmar que não entendo nada do que dizem, mesmo coisas simples como: “Passe-me o sal”. Não consigo entender. E há pessoas que me falam de um assunto totalmente abstrato, sobre o qual não posso concordar, mas entendo tudo o que dizem.

Gilles Deleuze em entrevista para Claire Parnet, em o Abecedário de Gilles Deleuze.

14 de abril de 2013

Como faz?


12 de abril de 2013

Vozes da civilização


__ Eu achei... um real no chão do seu quarto. Daí eu peguei. Achado não é roubado!

11 de abril de 2013

Da série - Rascunhos

[SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR!]


5 de abril de 2013

Aprendi a ser menina


Mas ninguém me ensinou a gostar de azul. Posso garantir que nasci gostando, porque me lembro de quando era bem pequena, na escolinha. A professora distribuía latas com lápis colorido nas mesinhas. Cada mesa tinha um grupo de três ou quatro crianças e eu seguia meu ritual: examinava a latinha. Se tivesse aquele tom de azul manto, eu pegava e começava a pintar. Não importava qual era o desenho. Casa, árvore, pessoas, panquecas ou chinchilas. Tudo virava uma desordenada massa azul. Mas e quando aquele tom específico de azul não vinha na latinha do meu grupo? Alguém tinha que fazer alguma coisa! 

Descia da cadeeeira... e ia passando por todas as mesas, olhando a latinha alheia. Encontrando meu lápis, simplesmente pegava sem pedir permissão e voltava para o meu desenho. Lembro bem a sensação indistinta e boa de olhar aquele azul. Eu não me perguntava por que, simplesmente sentia o prazer-azul e o procurava porque queria. Até que um dia, ao notar minha busca regular, uma criança comentou em voz alta: “lá vem a Camila roubar nosso azul! Você não devia fazer isso! Azul é coisa de menino!”. 

A minha reação? Exatamente zero. Aquilo simplesmente não fez o menor sentido pra mim. Ouvi, mas não entendi. Segui minha trajetória até a lata alheia e peguei o lápis azul. O assunto nem sequer ecoou no meu coração. “Coisa de menino”? Sabe-se lá o que é “coisa” e o que é “menino”. Mas tempos depois, entendi naquela mesma sala o que vinha ignorando. 

Era dia das mães e cada um fez um cartãozinho. Depois que todo mundo acabou, a professora chamou um por um lá na frente pra passar batom e dar um beijo no cartão pra mamãe. Antes de mim foi um menino. Ele disse pra professora que não queria passar batom e ela explicou que ia ser pra mamãe, bem rapidinho, e em seguida ele tiraria. Senti o climão. O colega estava desconfortável, mas aceitou. Alguém da plateia gritou: “a-há! ele é menina, ele é menina!”. O menino ficou bravo. A professora lutou para ter a atenção dele focada no cartão. Ele beijou o papel, saiu correndo e foi pro banheiro lavar. A professora foi atrás pra ajudar. 

Daí chegou a minha vez. Passei o batom numa boa, beijei o papel e segui o procedimento do colega: corri pro banheiro lavar. Até que alguém riu de mim: “a-há! você não precisa tirar, sua boba! você é menina, pode usar batom!”. 

Foi um baque.
Eu sou menina??? Como assim eu sou menina??? É por isso que eu posso usar batom??? Menino não pode??? Então é por isso que falaram do lápis azul??? 


Rolou uma confusão mental ali na hora. O azul, pela primeira vez, tinha significado. A partir daí foi uma vasta série de aprendizados sobre como ser a menina que eu nasci sendo. Algumas vezes era fácil. Eu adorava usar vestido. Outras vezes era mais difícil. Os brincos faziam coçar as orelhas. Quem me acha feminina hoje vê aí uma coincidência. Coincidiu de eu normalmente produzir e gostar dos efeitos notadamente esperados do meu gênero, embora Marilyn Monroe tenha sido muuuito melhor nisso do que eu. 

Há alguns anos, conheci uma adolescente que me contou que um dia, ainda criança, durante as atividades de desenho e pintura, respondeu uma pergunta com outra pergunta: 

__ Me empresta o lápis cor da pele? 
__ Cor da pele de quem? 

O lápis “cor da pele”, róseo e claro, deixava a Simone confusa. Se ela chamasse o lápis marrom de “cor da pele” também, será que os outros entenderiam qual ela queria? 


Os fatos narrados se deram mais ou menos nessa época aqui. Na ocasião da foto me sentia particularmente impelida a demonstrar parental afeto pelo bicho de pelúcia cafuzo, dias antes de prender as unhas do meu gato na gaveta. Reparem vocês que nasci tailandesa. Só fui me naturalizar brasileira quando... Bem, isso ainda não é muito natural pra mim.

3 de abril de 2013

Da série - Rascunhos





























Compromisso é absinto 
tomado de um gole sucinto 
"estou" 
e não se fala mais nisso.

1 de abril de 2013

Tipicalidades


Descendo a rua, olhava para o senhorzinho lavando a calçada. Aparentemente ele também me viu: 

__ Ah!, sabe o quê? Vou dar para a senhorita um calendário de Nossa Senhora Aparecida. Você quer um calendário de Nossa Senhora Aparecida? 
__ ...hu... sim... 
__ Então vem aqui que eu vou te dar. Quantos? 
__ Um só já está bom. Obrigada. 
__ E a família? 
__ Vai bem... 
__ Quer levar pra família também? Você tem irmãos? 
__ Uma irmã. 
__ Então vou te dar uns... 
__ Dois tá bom. 
__ Isso! Seis! E uma revista também! 
__ Ah... obrigada... 
__ Já ouviu falar nos Arautos do Senhor? 
__ Sim. 
__ Ah, já? Eles defendem teses de mestrado e doutorado em filosofia, teologia... Você estuda? 
__ Sim. 
__ O quê? Ah, é??? Onde? Ah, então!!! Que maravilha! Eles defendem... e tem teses de... e na Colômbia... em espanhol... recebem missionários... muito bonito... trabalhos... e também... e záz... e... 

Após uma longa conversa, algumas ligações perdidas no celular (é falta de educação interromper os mais velhos) e alguns calendários depois (para solicitar o seu, basta fazer o pedido via comentário; estou distribuindo os remanescentes), consegui seguir caminho. No elevador, o vizinho precisava desabafar: 

__ Eu me separei, né? E sou amigo da minha ex. Mas a pior coisa que eu fiz na vida foi ficar amigo da ex. 
__ É mesmo? 
__ É. Ela me faz de gato e sapato. Estou pintando o apartamento... parte elétrica e parte hidráulica... é bipolar e... aquele prédio ali? Então, brigou com a síndica, que era japonesa... São José dos Campos... móveis coloniais, madeira... e goteira... dava choque... e minha sogra... e desmaiada... fibromialgia... o cachorro... eu estou... e meu filho, cê acredita?, namorada bipolar... operou de câncer 3 vezes... e dorme na sala... e minha mãe... e a mãe dela... e a briga... e sobra... e eu já falei... e eu não sei... e eu queria ir ao cinema... minha aposentadoria... comecei a trabalhar com 12, com 13 fui registrado lá na... E desde então... 

40 minutos depois, com o regozijo da boa vizinhança, completei a longa trajetória de dez passos até minha casa.

24 de março de 2013

O bom do cortiço


O bom do cortiço era a impossibilidade do anonimato. Cada qual empedernido se vinha dar as novas de sua opinião. Não tinha necessidade pedir para ouvir ou para falar. Não precisava dar oportunidade que desfilavam claras e altas insatisfações sobre tudo o que se pode pensar mal e falar ainda pior. De públicos e privados saltavam para íntimos, muito íntimos e inconfessáveis assuntos de si mesmo até quando eram de outros. O outro era o si mesmo, a vida alheia incorporava na qualidade do coletivo adjunto insubordinável, havia ali o parlamento improvisório discutindo a legalidade da lei:

__ Pegou.
__ Pegou???
__ Pegou!
__ A vizinha???
__ É. Mas eu tava falando da mulher.
__ O quê??? Pegou???
__ Pegou.
__ O cabra com a mão na vizinha???
__ Foi.
__ E agora?
__ Separar não pode.
__ Pode desquitar.
__ Mas não deve.
__ Mas ficar casada não vai não.
__ Se separar, meus filhos não brincam mais com os filhos dela.

A ética do grupo, do bando, a serviço do contrabando, do você que não se meta, aqui resolvo eu, tá olhando o quê e me deixa que a vida é minha.
Enquanto crescendo, tinha lá a lista dos bons, dos melhores, dos piores, dos altamente evitáveis e dos proibidos, que normalmente jogavam sinuca todos juntos de sábado no boteco onde ia avisar o pai que o almoço estava pronto.
Era ritual que todo o domingo pediam perdão pela semana inteira e usavam a semana inteira para os mesmos propósitos pelo que pediam perdão aos domingos.
Crescido, resolveu dar um basta e deu graças a si de se livrar do peso da intromissão alheia. Trocou a moralidade do decente socialmente regulada pela indiferença crônica tacitamente estabelecida.
Anônimo-a-no-ni-mo-a-no-ní-mo-ânimo!, repetia sozinho da janela diluída na paisagem, ansiando pela deformidade da crença e sua desfiguração a galope no você que se meta, resolve você e não me deixa que minha vida é sua.

20 de março de 2013

(NÃO) Pesquise aqui


As melhores agências de emprego do universo contam com um avançado sistema de monitoramento de vagas, filtros por interesse e alertas periódicos via e-mail. Vamos ver o que temos esta manhã para Comunicação Social: 

Analista De Social Mídia, SEM, SEO Link Patrocinados 
Ãhn... Acho que nãos. Nem tenho feicibuque. 

Desgner Gráficoilustrador Editor De Vídeo 
Bom... eu até entendo o link, mas... isso não é exatamente Comunicação Social. Aliás, precisamdealguém pr escrevermelhor ess anúncioaí. 

Encarredao De Congresso BILINGUE 
Hum... O que seria isso... exatamente? “Encarredao”? 

Marceneiro 
Ops... deve ter dado um erro aqui... 

Cortineiro Estofador 
Ok. Eu estou mesmo em Comunicação...? Co-mu-ni-ca-ção-so-ci-al... É... é isso mesmo... 

Pinto De Cenários 
Como assim? Tipo... Como assim???? Um "pinto"??? Um filho de frango??? Ou...

Estágio Na Área De Comunicação 
Ah! Olha! Até tem alguma pra Comunicação... mas só que é estágio, né? Legal...

17 de março de 2013

Bem-vindo, romeiro!


__ E o senhor? Quer mandar beijo pra quem?
__ Pra meus filhos todos! Josineide, Josinaldo, Josicleide, Josivandro, Josivan, Josinadia e Josi.
__ Boa viagem de volta. Que Nossa Senhora acompanhe... E você?
__ Quero mandar um beijo pro meu marido, Julherme.


(Acho que as razões que levam cada devoto à Aparecida é algo muito pessoal, realmente. Só isso que tenho a dizer.)

13 de março de 2013

Da série - Rascunhos




























Vi essa cena por aí, no mundo, há pouco tempo. 
Se o dicionário fosse estampado, se a jovialidade tivesse um rosto, não seria a menina do comercial da Sukita. Seria esse senhor. E o som de fundo seria a voz do meu namorado imitando o Pato Donald pra falar comigo. 
Aliás, só não posto esse áudio porque não o tenho. 
E também, certamente esbarraria nas questões legais de copyright, tanto do Pato quanto do namorado.

3 de março de 2013

Da série - Rascunhos

[AMOR DE VERÃO]