6 de junho de 2008

Quando uma coisa é mais do que é

Depois de não ter dormido, acordei resoluta.
Precisava achar algo que tinha perdido de propósito. Aquela mania de deixar dentro de um livro para achar sem querer, num dia qualquer tão distante que nem dá pra ver.
Era só uma foto e, como toda a foto, era só um pouquinho de passado estacionado num pedaço de papel.
Minhas mãos folheavam rapidamente um por um dos 300 livros da estante.
Era cedo ainda e uma farta pilha se desequilibrara e caíra, fazendo eco na casa silenciosa.
Na busca achei um livro. Que deveria ter lido há muito. Peguei-o.


“O amor é um dos grandes problemas do destino, ele se estende do céu até o inferno.”


Sobre o Amor
C.G.Jung


Larguei-o.
Precisava daquela foto como precisava daquele sol na frestinha da janela.
Mas não a encontrei.
E naquela hora mesma notei que alguém tinha friamente me sabotado.
E foi eu mesma.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sei que no céu já vi estrela cadente. Posso lhe contar? Então, estava num momento especial e especialmente num momento. Parece que o humor da noite vem como estações do ano...

Poe

Magno disse...

E como na festinha que vinha o frio...vem o sol...

e pode vir qualquer outra coisa...mesmo que algumas, ou em todas, as vezes indesejada presença...

Fe disse...

Voce mesma???

sua cara isso..