19 de junho de 2008

No sense

Era uma vez um menino. Que embolava tudo. Embolava linha de pipa, pião e conversa. E conversa era o que ele mais gostava de embolar.
Ele pegava a conversa e dava um nó. E quem quisesse desfazer que tinha que pegar fio por fio e mostrar pro menino como tava embolado sem ter fim.
Ele falava que salgado era doce e se dizia doce quando tava sendo azedo. Ele trocava a etiqueta dos potes de biscoito e dizia ser intenção genuína onde só tinha polvilho.
Ele dizia que não queria ferir e escondia em poesia que o outro não era complexo o suficiente.
E um dia... ele se embolou tanto, deu tanto nó, que não teve jeito.
Deixaram-no morrer enforcado pela sua própria falta de sentido. E o largaram lá. Sem sentidos mesmo. E sentido no sentido de desmaio, direção e significado.

7 comentários:

Anônimo disse...

Que apatralhamento!
Ironia da vida que nem sempre ri de suas próprias piadas.

Está aí ou está lá? Vá saber...

P.p.

V. B. de Moraes disse...

Meu caminho não é rua pavimentada
Sou menino moço;
Meu caminho é feito da roça,
Não do ranço das grandes cidades
Nesta vida, prefiro a enchada
Do que a estrada...

Sem seta que me aponte caminho
Ando na contramão;
Rebolo e sambo miudinho,
Com meu rebôlo e cavaquinho
Mas acerto a direção
Meu nó é nó de marinheiro
E minha linha é de mestre de saveiro...

V. B. de Moraes disse...

tua postagem me rendeu uma outra!!!

nata disse...

ai...

Magno disse...

É como achar agulha no palheiro...

E tem coisas que nunca mudam...tem gente precisando de peroba!

Hehehe....Enfim...diretamente do apartamento vizinho...

Bessos...Cá...
Má (Desapertador de parafusos profissional!)

aquele cara lá disse...

eu leio isso achando assim:
deve ser alguem que ela conhece.
e eu acho que sou meio assim, enrolado.
Mas tbm so com coisas me enrolo de proposito.

Fe disse...

Me digo:

"se a carapuça serviu..."