1 de março de 2008

Sobre quando não há ninguém, embora haja

Estamos sozinhos. Ele e eu. Eu numa ponta da sala comprida. Ele na outra. Ponta. E ponto.

Silêncio de vozes presenciais. Vozes somente dos meios. Outros, que não nossa fala muda. Barulho apenas de quem não está. Para quem compartilha, nada. Vazio e silêncio e pronto. De pronto, qualquer rascunho humano de nós ecoa.

Diferente é só o que de mim sobra quando olho o resto do ser que não é, não sente, não percebe, não esquiva nem enfrenta. Ignóbil.

Aborrecidas elas passam. E como se não bastasse, me sorriem. As horas cruéis escorregando como lágrimas. Tristeza inclusive.

Céu se abriu e explodiu. Coração rebentou feito balão no alto. O que há são sobras das sombras assombrando o presente de medo.

Ficou a pintura borrada dialogando com o nada das paredes. Eco do silêncio na bagunça do espírito.

Valentia de estar só. Acompanhado.

3 comentários:

Magno disse...

É...

As vezes estar sozinho acompanhado é a tristeza mais profunda...mais que o Grand Canion....

Mas deixe estar...
Esse tipo de pessoas não sabem o que estão perdendo.

E claro...as vezes um sorvete resolve a solidão...e claro...uma caminhadinha ajuda...

Beijos flor...
Má (as vezes faço cara feia...mas sempre tem um UHMMM no final...)

Magno disse...

Sabe o que é pior...

Estar sozinho acompanhado...e queimar o céu da boca com batata quente...

isso sim.

Domingo ensolarado não? :I

Rodrigo Luiz disse...

Suas viagens dos posts passados foram engraçadas, você briza demais... hahahaha...
E o texto desse último me lembrou uma música... bonita, também...

Beijos,
meu blog tá aí, tão desatualizado quanto era... preguiça de domingo à noite, sabe como é... =D