12 de maio de 2008

Fez que foi

O passado pode ser presente. De presente agora, neste momento, ou presente dádiva, que alguém te dá. Pode até ser você mesmo quem se deu. Ou não. Mas, de repente, é presente.
Tem passado que nunca passa. Fica passando... Andando na plataforma sem entrar no trem.
E o trem passa. E o passado fica.
E tem passado que a gente joga no trem, dá tchauzinho, chora e balança o lencinho, jura que ele nunca mais vai voltar.
Chega em casa e olha as paredes vazias, liga pros amigos, bebe pra esquecer...
E, depois de um tempo, abre o armário e ele cai. Do nada. Na sua frente. E diz com carinha triste: "Me escondi aqui no bolso do seu casaco pra não ter que ir..."
...E chegou o inverno.

5 comentários:

V. B. de Moraes disse...

depois vc me conta qual/quem é/foi este passado.

Tô indo almoçar minha branquinha, beijo forte, grande, estalado e em três doses nada homeopáticas!

nata disse...

hahahha...parte do meu passado foi das gavetas pro lixo... deve fazer uns 20 minutos... rs

Edu disse...

mas é ai que vc olha para o passado dentro do seu bolso e da um sorriso bobo.

Magno disse...

Dentro do bolso...
Já olhaste dentro do cuore....

Fe disse...

Presente ou não, ele sempre existe... O passado e ele nem o tempo nem nada vence. Porque ele está lá firme, fazer oque, afinal é o passado? Mais correto que o presente e muito mais forte que o futuro, ninguem toca altera muda, só exibe mostra e sente falta..