24 de fevereiro de 2008

Ao que vale


As cores negras dos olhos
negras das peles
as negras danças e sombras
O canto negro do olho
e da garganta seca
negra

Amores negros e negras perdições
O sangue não menos vermelho
das veias iguais
tudo negro no branco

Lágrimas de riso solto
sorriso borrado na boca apagada
Os dentes brancos no rosto negro
num grito absorto
rouco

O som da guerra
A vida manchada de morte
no tambor possante
da raça forte
amor e sorte
aos irmãos semelhantes.



(CC)

2 comentários:

Magno disse...

Sabe o cara que lia as poesias nos cantos negreiros?

Então, em determinado momento ele disse que não sabia o que dizer depois da grande performance da outra vocalista. Neste momento faço minhas as palavras do querido poeta!

Depois disso qualquer coisa é, qualquer coisa oras!

Masssss como não é do meu estilo...não vou deixar por menos...vamooos a um poemitcho!

"Quem sabe amanhã igual seremos.
Não teremos mais o que discutir sobre isso.
Viveremos em paz então.
O negro e o branco seriam um só.
O sangue negro na pele branca como dito outrora, se faria presente.
Ao mesmo tempo que a paixão antes latente...se faria presente"

É...ficou ruim né...mas foi o melhor que podia fazer as 17:20 nuam tarde de domingo chuvoso...

...devolta a prancheta acho...

Beijos Cá,
Má (1 hora! contado no relógio!)

V. B. de Moraes disse...

Essas Camilas ficaram mais pretas de repente...

Já que todo mundo mundo tá com poeminhas pretos, eu tbm vou colocar um amanhã no Ensaios.

rárá.